sexta-feira, 2 de março de 2018

Sérgio Manoel no Independiente

Por Victor de Andrade

Sérgio Manoel com a foto de Bochini: ele não sabia quem era um dos grandes ídolos do clube

Um meia com qualidade, que surgiu no futebol brasileiro nos anos 90, Sérgio Manoel teve uma bela carreira, com passagens por grandes times do futebol brasileiro, com destaque para o Botafogo, onde foi ídolo. Porém, o ex-jogador, em 2004, teve uma ida inusitada para a Argentina, onde defendeu o Independiente em poucos jogos.

Nascido em Santos, no dia 2 de março de 1972, Sérgio Manoel começou no futebol nas categorias de base da Portuguesa Santista e logo depois foi para o Santos, onde estreou profissionalmente em 1989. Depois, passou pela Seleção Brasileira Sub-20, Fluminense e chegou no Botafogo, onde atingiu o seu auge, conquistando o Brasileiro de 1995 e se tornando um dos ídolos da torcida Alvinegra.

Em 1996, o meia foi para o Cerezo Osaka, do Japão, voltando para o Brasil em 1997, onde foi jogar no Grêmio. Entre idas e vindas do Botafogo, ele passou por Cruzeiro, Coritiba, America-RJ, Portuguesa, Madureira e Figueirense, onde estava em 2004 e, no meio do ano, recebeu uma boa proposta para ir para a Argentina, defender o Independiente.

O seu último jogo pelo Figueira foi com um gol na derrota por 2 a 1 contra o São Paulo e, em seguida, Sérgio Manoel aportou no clube de Avellaneda indicado pelo treinador Pato Pastoriza, que dizia que o brasileiro era um meia de grandes qualidades e que poderia dar ainda mais poderio ao grande "Rey de Copas" do futebol sul-americano.

A estreia do meia pelo Independiente não poderia ser melhor. Em 22 de julho de 2004, ele foi titular  no amistoso onde o time de Avellaneda venceu o Deportivo Táchira da Venezuela, por 1 a 0. O único gol do jogo, marcado por Sebastián Carrizo, aos 42 minutos do primeiro tempo, saiu de um passe do meia brasileiro. Era um belo cartão de visitas para Sérgio Manoel na Argentina. Porém, nem tudo saiu como planejado.

Mesmo atuando bem nos amistosos de pré-temporada do Torneo Apertura de 2004, o diário argentino esportivo Olé acabou pregando uma peça no brasileiro. Em uma reportagem, o jornalista apresentou uma foto de Ricardo Bochini, ídolo do Independiente. Sérgio Manoel simplesmente afirmou que não conhecia o meia, que no máximo tinha visto a foto dele na sede do clube, e isso fez com que ele não ficasse com boa imagem perante a torcida.

Para piorar a situação de Sérgio Manoel, o treinador Pato Pastoriza sofreu um ataque cardíaco, os médicos que o atenderam não conseguiram reanimá-lo e ele veio a falecer no dia 2 de agosto, nas vésperas da estreia do Independiente no Apertura. Vale lembrar que Pastoriza bancou a ida do meia brasileiro para Avellaneda.

No lugar de Pastoriza assumiu Ricardo Bertoni que logo demonstrou não gostar do estilo de jogo do brasileiro. Sérgio Manoel atuou na estreia do Independiente na competição, frente ao Quilmes, fez mais três jogos com a camisa do time de Avellaneda e foi dispensado do clube no fim do ano, voltando ao Brasil para defender o Marília em 2005.

Depois do MAC, Sérgio Manoel ainda teve passagens por Figueirense, Volta Redonda (onde voltou a atuar bem e ajudou o clube a ser vice-campeão estadual em 2006), Botafogo, Náutico, Volta Redonda, Ceilândia, Ceará, Bacabal, Bragantino e encerrou a carreira no Botafogo de Brasília, em 2009. Em 2015, foi treinador do Miami United, seu último contato com o futebol.
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Um comentário:

  1. Grande Sérgio Manoel!
    Teve uma boa passagem aqui pelo Ceará, meia de muita qualidade.
    Que lástima por parte da imprensa argentina...

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