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Japonês Kazu estreia em Portugal aos 56 anos e quebra recorde

Com informações do GE.com
Foto: divulgação / Oliveirense

Kazu estreou pelo Oliveirense aos 56 anos

O eterno Kazu Miura, de 56 anos, fez sua estreia pelo Oliveirense, da segunda divisão portuguesa, neste sábado. O veteraníssimo jogador, que nos anos 80 atuou no Brasil, se tornou o atleta mais velho a entrar em campo profissionalmente no futebol de Portugal.

A marca histórica aconteceu no Estádio do Fontelo, em Viseu, na vitória de 4 a 1 do Acadêmico sobre o Oliveirense. O atacante vovô entrou apenas aos 45 minutos do segundo tempo, mas valeu para entrar na história do futebol português.

O japonês começou a carreira no Brasil, se desenvolvendo no Juventus, de São Paulo, na década de 80 até se profissionalizar no Peixe, em 1986. Passou por outros clubes brasileiros, como Palmeiras, CRB e Coritiba, além de jogar novamente pelo Santos, em 1990, último clube em terras tupiniquins.

Depois, voltou ao Japão, defendendo o Verdy Kawasaki (hoje Verdy Tokyo), ajudando a profissionalização do futuebol local, com a criação da J-League. Ainda teve curtas passagens pelo Genoa, da Itália, e Dínamo de Zagreb, da Croácia.


Após jogar na Croácia, retornou novamente ao seu país natal e foi batendo recordes de longevidade. Defendeu Kyoto Purple Sanga, Vissel Kobe, Yokohama FC, Sidney FC (da Austrália, onde jogou o Mundial de Clubes), Suzuka Point Getters e agora está em Portugal, no Oliveirense.

Aos 55 anos, Kazu negocia para atuar no português Oliveirense

Foto: reprodução

Kazu foi flagrado no aeroporto antes de viagem para Portugal

Um dos maiores jogadores da história do futebol japonês, Kazu Miura, aos 55 anos, não pensa ainda em pendurar as chuteiras. Após defender o Suzuka Pointer Getters em 2022, ele vem negociando com o português Oliveirense para continuar atuando.

Segundo o jornal japonês Nikkan Sport, "King" Kazu embarcou nesta quarta-feira rumo a Portugal para fechar o acordo com o Olivairense. A equipe Lusitana, atualmente, disputa a Liga 2, a divisão de acesso do país, e ocupa a 14ª colocação. Na temporada passada, a equipe foi vice-campeã da Liga 3.

Kazu está atualmente cedido por empréstimo pelo Yokohama FC ao Suzuka Point Getters, que disputa o quarto estágio do futebol japonês, em um contrato que termina em janeiro próximo. Um dado interessante é que o Yokohama FC é de propriedade do Grupo Onodera, que possui 52,5% da SAD (algo similar à SAF no Brasil) da UD Oliveirense.

Início no Brasil - Nascido em 26 de fevereiro de 1967, em Shizuoka, Kazuyoshi Miura mostrou talento com o futebol, em uma época em que a modalidade não era popular no Japão, e veio para o Brasil em 1982. Fez as categorias de base no Juventus e, em seguida, foi para o Santos, onde estreou profissionalmente em 1986.

No Brasil, ainda defendeu Palmeiras, Matsubara, CRB, XV de Jaú, Coritiba e ainda voltou ao Santos, 1990, onde chegou a marcar um golaço em um clássico contra o Verdão. Voltou para o Japão em 1991, e foi importante na implantação do profissionalismo no futebol em seu país natal, o que aconteceu em 1993, com o advento da J-League.

Defendeu o Verdy Yomiuri Kawasaki (hoje Verdy Tokyo), chegou a atuar na Europa, defendendo o Genoa, na Itália, e o Dynamo Zagreb, na Croácia. Também teve passagem pelo Sidney FC, da Austrália. No Japão, também defendeu Kyoto Sanga, Vissel Kobe, Yokohama FC, a partir de 2005, e em 2022 jogou pelo Suzuka Point Getters.


Kazu foi, por muitos anos, o grande nome do futebol japonês, por isso recebeu o apelido de "King". Na Seleção, foi o principal jogador dos anos 90, participando das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, quando o Japão perdeu a classificação no final do último jogo, e 1998, quando conseguiu ir ao torneio pela primeira vez. Porém, lesionou-se antes do Mundial e não foi convocado.

O XV de Jaú de 1988 com Sonny Anderson, Nilson e Kazu no ataque

Foto: reprodução Álbum de Figurinhas no Paulistão 1988

Anderson, Nilson e Kazu: o ataque do XV de Jaú de 1988 teve muito sucesso na carreira

Há vários times no estado de São Paulo, fora os grandes, que marcaram época. Seja os campeões, como Inter de Limeira, em 1986, Bragantino (1990), São Caetano (2004) e Ituano, em seus dois títulos, como alguns outros que tinham grandes jogadores ou fizeram grandes campanhas, como a Ponte de 1977, com vários craques que chegaram à Seleção, o Carrossel Caipira do Mogi Mirim ou até a Portuguesa Santista de 2003.

Este que vamos falar acabou marcando por ter um ataque muito forte, onde dois deles fizeram grande carreira internacional e outro defendeu mais da metade dos times grandes do futebol brasileiro, fazendo muitos gols. Estamos falando do XV de Jaú do Campeonato Paulista de 1988, que tinha sua linha de frente formada por Anderson, que depois recebeu o apelido de "Sonny", na França, Nilson, mais tarde conhecido também como a "Máquina Mortífera" no futebol carioca e Kazu, simplesmente o "King" no Japão.

O Campeonato Paulista de 1988 tinha a presença de 20 clubes, divididos em dois grupos na primeira fase. Chegou uma época que teve 22, já que a justiça cancelou os rebaixamentos de Ponte Preta e Bandeirante de Birigui, no ano anterior, e tiveram que refazer alguns jogos. Foi uma bagunça! Quase todos os clubes se recusaram a enfrentá-los, menos o Corinthians. Porém, a decisão caiu e tudo voltou ao normal. E isto é um tema para um outro artigo.


No fim da primeira fase, o XV de Jaú foi o quarto colocado no Grupo A, conseguindo algumas vitórias importantes, com um 3 a 2 sobre o Corinthians e garantindo vaga na fase final, ao lado de Inter de Limeira, São Paulo e Santos. No Grupo B, passaram Corinthians, Guarani, São José e Palmeiras.

Por causas das classificações na fase inicial, os grupos da etapa decisiva colocaram os times do interior no Grupo A, Inter de Limeira, São José, Guarani e XV de Jaú, e os grandes no B, Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

O XV de Jaú não foi tão bem na fase decisiva, fazendo quatro pontos, com uma vitória (que na época valia dois pontos), dois empates e três derrotas, vendo o Guarani ir para a final sendo o primeiro da chave. Do outro lado, passou o Corinthians, que bateu o Bugre na final, com o famoso gol de Viola, e conquistou o título. Porém, aquela equipe do Galo jauense deixou um legado para o futebol brasileiro e mundial: o seu trio de ataque.

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A carreira de cada um - Vamos começar por Nilson. O artilheiro, que tinha 22 anos, já tinha defendido Platinense, Sertãozinho e Ponte Preta, mas foi o no XV onde se destacou. Seus gols o levaram ao Internacional, onde foi decisivo na equipe vice-campeã brasileira de 1988. Nilson, fez os dois gols do Colorado na vitória sobre o Grêmio, na semifinal, considerado o Grenal do Século. 

Depois, chegou a jogar na Espanha, onde defendeu Celta, Albacete e Valladolid, mas foi no Brasil onde fez mais sucesso, jogando por Grêmio, Portuguesa, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Vasco, Atlético Paranaense e Atlético Mineiro, além de mais de uma dezena de clubes, encerrando a carreira no Nacional, em 2005, com 40 anos.

Já Anderson, um jovem de 17 anos na época, acabou indo para o Vasco. Fez parte do elenco campeão brasileiro em 1989, mas um desempenho ruim em jogos da Libertadores de 1990 fez com que o Cruzmaltino o mandasse para o Guarani. Depois do Bugre, foi para o Servette da Suíça.

Em 1994, desembarcou na França, primeiro defendendo o Olympique de Marselha e, em seguida, foi para o Monaco, onde virou ídolo, recebeu o apelido de "Sonny" e se transformou em um dos melhores atacantes da Europa. Depois, foi para o Barcelona, defendeu o Lyon, na melhor fase da história do clube, e ainda jogou por Villareal e Al-Rayyan e Al-Gharafa, ambos do mundo árabe, onde encerrou a carreira em 2006.

Nilson, Anderson e Kazu estão agachados neste time do XV de Jaú de 1988

Kazuyoshi Miura, carinhosamente chamado de Kazu, era de uma família de renda alta e, por isto, ao ver talento no garoto, resolveu mandá-lo para o Brasil, para aprender mais o futebol. Tinha passado por Juventus, Santos, Palmeiras, Matsubara e CRB, onde já demonstrou avanços, até chegar ao XV de Jaú, onde cresceu bastante o seu jogo. Depois, defendeu o Coritiba e voltou para o Santos, onde teve bastante espaço para jogar.

Com os planos de profissionalização do futebol japonês, voltou à sua terra natal, onde virou o "King Kazu". Foi líder do Verdy Kawazaki, junto com Rui Ramos, no título da primeira J-League, em 1993. Esteve na Seleção Japonesa que perdeu a vaga para a Copa de 1994, no último lance, e ajudou o time a se classificar para 1998, mas uma contusão o tirou do Mundial. Na temporada 1994/1995, jogou na Itália, defendendo o Genoa, e depois atuou no Croatia Zagreb. Voltou ao Japão, chegou a defender o Sidney FC, em 2005, no Mundial de Clubes, mas até hoje atua, defendendo o Yokohama FC, com 53 anos.
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