Messi trouxe volta a glória mundial para a Seleção Argentina, superando dores do passado e ainda colocando outras duas Copas Américas na galeria albiceleste
Foto: Divulgação / Seleção Argentina
Messi celebra seu último gol pela Argentina
Foi dado o último ponto numa das histórias mais bonitas do futebol em todos os tempos: na noite desta última terça, dia 6 de outubro, no Monumental de Nuñez, Lionel Messi se despediu da Seleção Argentina com gol e assistências na vitória por 3 a 0 sobre Benin.
Messi viveu uma montanha russa na Seleção Argentina. Em seu auge, ficou marcado por uma era onde títulos escapavam da Albiceleste. Se despediu em 2016 dizendo que não era para si, voltando atrás pouco depois. Já experiente, na década de 2020, levou a seleção ao título mundial, no Catar, em 2022.
Título que fez justiça a um jogador que não poderia se despedir do futebol sem o maior prêmio dele. Messi foi um dos maiores jogadores da história do esporte e se despede de sua nação com o tamanho que merecia, como o herdeiro de Maradona, como o rosto de gerações.
Jogo de despedida teve gol e assistências
A partida que marcou o fim da "era Messi" na Seleção Argentina foi um amistoso diante do Benin no abarrotado Monumental de Nuñez. A Albiceleste inclusive sofreu no primeiro tempo, mas deslanchou no segundo muito graças ao dono da festa.
As homenagens, que partiram de torcedores e até de seus adversários começaram desde antes do jogo, passaram por aplausos no décimo minuto e seguiram até horas da noite. Dentro de campo, no segundo tempo Messi fez o que costumava pela Argentina: resolveu o jogo.
Bateu o escanteio que terminou no gol de Otamendi, rolou para o lado para Nico Paz acertar uma chapada que lembra tantas outras que o baixinho de Rosário marcou e converteu o pênalti escandaloso sofrido por Giay de maneira digna de sua trajetória, com um chute no ângulo, para fechar o placar.
As homenagens, que partiram de torcedores e até de seus adversários começaram desde antes do jogo, passaram por aplausos no décimo minuto e seguiram até horas da noite. Dentro de campo, no segundo tempo Messi fez o que costumava pela Argentina: resolveu o jogo.
Bateu o escanteio que terminou no gol de Otamendi, rolou para o lado para Nico Paz acertar uma chapada que lembra tantas outras que o baixinho de Rosário marcou e converteu o pênalti escandaloso sofrido por Giay de maneira digna de sua trajetória, com um chute no ângulo, para fechar o placar.
Era Messi foi uma montanha russa que terminou histórica
Messi começou sua trajetória albiceleste num momento de entresafra que seria a metade do terrível período de 18 anos sem conquistas de sua equipe. Melhor jogador do mundo, ele demorou a repetir pela sua nação os feitos alienígenas que conseguira no Barça.
Apagado na Copa do Mundo de 2010, em 2014 levou a Argentina a decisão, mas perdeu para a Alemanha num jogo onde ficou a centímetros da glória. Perdeu duas Copas Américas doloridas em 2015 e 2016 e chegou a se despedir da seleção.
Apagado na Copa do Mundo de 2010, em 2014 levou a Argentina a decisão, mas perdeu para a Alemanha num jogo onde ficou a centímetros da glória. Perdeu duas Copas Américas doloridas em 2015 e 2016 e chegou a se despedir da seleção.
Criticado, voltou atrás e tentou em 2018, mas não tinha time para tal. Em 2019, desperdiçou outra chance na Copa América caindo diante do Brasil dono da casa. A vingança e o primeiro título veio dois anos depois, na mesma Copa América, mais uma vez no Brasil, onde veio a taça no Maracanã.
O título pareceu ter tirado a pressão daquele time. A Argentina chegou bem na Copa do Mundo de 2022, começou estranha e depois deslanchou. No mata-mata, soube superar o sofrimento diante de Austrália e Holanda e não tomou conhecimento da Croácia. Diante da França, venceu nos pênaltis a maior final que já tivemos.
A partir daí, a coisa virou uma tour de felicidade de Messi e do que era, efetivamente, a melhor seleção Sul-Americana. Os argentinos fizeram uma eliminatória irretocável, mataram dentro do Maracanã a escrita invicta da Seleção Brasileira, por exemplo. Ganharam com amplo domínio outra Copa América.
Na Copa, somaram partidas inquestionáveis com viradas dignas de um time com mental de aço para chegar na final. Sucumbiram, porém, diante da Espanha na chance do bicampeonato, perdendo quando a coisa já ficava estranha para o lado europeu.
Messi seguiu ainda alguns jogos depois do mundial antes da recente despedida, com uma festa digníssima de seu tamanho na cancha do River Plate. Restarão agora seus últimos momentos pelo Inter Miami antes do fim da trajetória de um dos maiores da história.
O título pareceu ter tirado a pressão daquele time. A Argentina chegou bem na Copa do Mundo de 2022, começou estranha e depois deslanchou. No mata-mata, soube superar o sofrimento diante de Austrália e Holanda e não tomou conhecimento da Croácia. Diante da França, venceu nos pênaltis a maior final que já tivemos.
A partir daí, a coisa virou uma tour de felicidade de Messi e do que era, efetivamente, a melhor seleção Sul-Americana. Os argentinos fizeram uma eliminatória irretocável, mataram dentro do Maracanã a escrita invicta da Seleção Brasileira, por exemplo. Ganharam com amplo domínio outra Copa América.
Na Copa, somaram partidas inquestionáveis com viradas dignas de um time com mental de aço para chegar na final. Sucumbiram, porém, diante da Espanha na chance do bicampeonato, perdendo quando a coisa já ficava estranha para o lado europeu.
Messi seguiu ainda alguns jogos depois do mundial antes da recente despedida, com uma festa digníssima de seu tamanho na cancha do River Plate. Restarão agora seus últimos momentos pelo Inter Miami antes do fim da trajetória de um dos maiores da história.
Argentina terá de pensar no futuro
A Seleção Argentina tem seus caminhos. Ainda possuí jogadores de altíssimo calibre, como Lautaro Martinez, Enzo Fernandes, o jovem Nico Paz, entre tantos outros. Scaloni, caso siga no comando, terá de pensar o futuro de um time que perdeu boa parte de uma geração gloriosa.
Apesar de enfraquecida, a tendência é que a Albiceleste continue como a principal força dos times nacionais sudacas, diante do momento esquisito, para dizer o mínimo, vivido pelo Brasil. Se a Espanha não caminhar para uma era de domínio, os europeus devem ser mais fortes no cenário mundial.
A nós, resta o agradecimento
Aos tantos privilegiados que envelheceram vendo Lionel Messi, ou que cresceram testemunhando o improvável e o impossível virarem rotina nos pés de La Pulga, resta o agradecimento. O "ET" foi e é um ídolo que ultrapassa fronteiras e rivalidades, admirado por qualquer pessoa que entenda de futebol.
Messi foi capaz de ser centro das atenções e até de cantos para si em um Maracanã no clássico diante do Brasil, cena que este que vos escreve testemunhou. Viveu cenário semelhante tanto em 2014 quanto na Copa América de 2019. Fez, em 2022 e 2026, muitos brasileiros torcerem para a sua maior rival futeboleira.
Não é um movimento exclusive do Brasil. Ele foi diversas vezes tietado por rivais. É um dos grandes ídolos do menino que o superou na final da Copa de 2026, o já craque Yamal e de tantos outros naquela seleção. Nos Estados Unidos é quase como uma divindade para seus adversários na MLS.
Ficará a todos que tiveram o privilégio de testemunhar Messi o agradecimento por, em tantos bilhões de anos, sermos contemporâneos do melhor jogador do esporte bretão após a existência de um tal de Edson. Nos resta então escrever o óbvio: "Gracias por todo, Léo"

