Defensor, que foi um dos maiores jogadores da história do Milan e da Seleção Italiana, já vinha com a saúde debilitada depois da retirada de um nódulo no pulmão
Foto: Reprodução
Baresi era quase uma representação humana do AC Milan
Um dos maiores nomes da história dos defensores no futebol mundial nos deixou na manhã europeia deste dia 31 de julho. O zagueiro Franco Baresi, ídolo absoluto do Milan e lenda também da Seleção Italiana, faleceu aos 66 anos na comuna de Rozzano, na Itália.
Baresi foi um dos conhecidos ícones de uma camisa só no futebol, tendo feito sua inteira e vencedora carreira vestindo a camisa do Milan, conquistando 18 títulos no total com a maglia rossonera. Liderou a defesa do Diavolo de maneira praticamente initerrupta por 20 anos.
Baresi enfrentava problemas de saúde desde 2025, quando após a retirada de um nódulo no pulmão passou por diversas imunoterapias visando evitar um possível câncer. A causa da morte do histórico zagueiro italiano, porém, não foi divulgada.
Baresi foi um dos conhecidos ícones de uma camisa só no futebol, tendo feito sua inteira e vencedora carreira vestindo a camisa do Milan, conquistando 18 títulos no total com a maglia rossonera. Liderou a defesa do Diavolo de maneira praticamente initerrupta por 20 anos.
Baresi enfrentava problemas de saúde desde 2025, quando após a retirada de um nódulo no pulmão passou por diversas imunoterapias visando evitar um possível câncer. A causa da morte do histórico zagueiro italiano, porém, não foi divulgada.
Baresi foi quase como se o Milan se transformasse em forma humana
Pouquíssimos jogadores na história de um esporte representaram tão bem um clube como Franco Baresi representou o AC Milan. O zagueiro liderou a defesa rossonera se tornando titular do time milanista já muito jovem, aos 18 anos e jamais deixando de ser titular depois disso.
Foi do inferno ao Monte Olimpo com o rossonero. Liderou a defesa rossonera em um título italiano com apenas 19 anos, mas viu pouco depois, no início da década de 1980, uma derrocada feroz após o caso Totonero que levou o Milan para a Série B primeiro nos tribunais e depois em campo.
Da crise que quase fez o clube deixar de existir, passou também pela ascensão ao topo do futebol mundial que os rossoneri tiveram nos anos 1980, ganhando outros cinco campeonatos italianos e sendo protagonista nos três titulos europeus do Milan enquanto esteve com a camisa rossonera.
Pendurou as chuteiras no fim da temporada 1996/1997, sequer passando realmente por uma queda de desempenho, já que atuou em 30 jogos naquele biênio. Curiosamente, passou a carreira inteira sem ganhar uma Coppa Italia, competição onde historicamente o Milan de fato tem desempenho aquém de seus rivais.
Tinha um estilo de jogo de defesa extremamente precisa e capacitada, mesmo com sua altura pequena para um zagueiro. Porém, além de excelente defensor era muito bom com a bola nos pés, por vezes aparecendo como volante e meio-campista durante os jogos. Era um exímio batedor de pênaltis.
No total, em 20 anos atuando no Rossonero, esteve em 719, marcando um total de 33 gols com a camisa milanista.
Escreveu bonita história também na Azzurra
Baresi esteve na Seleção Italiana desde muito jovem, sendo campeão da Copa do Mundo de 1982 como parte do elenco, ainda que preterido no time titular para Collovati, Scirea, Cabrini e Gentile. Acabou não convocado por Enzo Bearzot para o mundial de 1986, mas voltou a figurar em 1990 e 1994.
Em 1994, mesmo atuando lesionado na decisão diante do Brasil, fez grande papel ao praticamente anular Romário, porém acabou desperdiçando seu pênalti na decisão da marca da cal. Aquele seria seu último ano atuando pela squadra azzurra. Era o capitão do time.
Pela seleção italiana, Baresi totalizou 81 jogos e marcou apenas um gol, em um amistoso diante da União Soviética, no ano de 1988, no Stadio Della Vitoria, em Bari.
Pela seleção italiana, Baresi totalizou 81 jogos e marcou apenas um gol, em um amistoso diante da União Soviética, no ano de 1988, no Stadio Della Vitoria, em Bari.
Vida pós futebol
Após pendurar as chuteiras, comandou entre 2002 e 2006 o time primavera (base) do Diavolo. Era irmão de Giuseppe Baresi, que fez história na Inter, que aliás acabou recusando Franco em suas categorias de base antes dele virar lenda no Milan.
Baresi deixa a mulher Maura Lari, por quem era profundamente apaixonado segundo contam notícias italianas e os filhos Edoardo e Gianandrea. Ficará, para sempre, como já estava inclusive vivo, marcado na história do futebol mundial.
Baresi deixa a mulher Maura Lari, por quem era profundamente apaixonado segundo contam notícias italianas e os filhos Edoardo e Gianandrea. Ficará, para sempre, como já estava inclusive vivo, marcado na história do futebol mundial.

