Infantino defende paradas para hidratação na Copa do Mundo: “É uma questão esportiva”

Presidente da Fifa afirma que interrupções garantem condições iguais para todas as seleções e nega motivação financeira nas pausas durante os jogos

Foto: Getty Images

O presidente da Fifa
Infantino defende as paralisações para hidratação

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em defesa das paradas obrigatórias para hidratação durante as partidas da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (23), o dirigente afirmou que a medida tem como principal objetivo preservar o desempenho dos atletas e garantir igualdade de condições entre as equipes ao longo da competição.

As interrupções, realizadas na metade de cada tempo e com duração aproximada de três minutos, têm gerado debates entre torcedores, jogadores e treinadores. Em alguns estádios, a iniciativa chegou a ser alvo de vaias por parte do público.

Infantino nega interesse financeiro nas pausas

Uma das principais críticas às paradas para hidratação envolve o aumento do espaço destinado à publicidade durante as transmissões. Enquanto os atletas recebem orientações e se reidratam à beira do campo, as emissoras aproveitam o intervalo para exibir anúncios.

Infantino, porém, rejeitou qualquer relação entre a medida e ganhos comerciais para a entidade.

"Não há receita adicional para a Fifa, pois todos os acordos comerciais foram assinados bem antes. Então, isso não é uma questão financeira para nós. Para nós, é puramente uma questão esportiva", afirmou.

Fifa destaca desgaste físico ao longo da competição

Segundo o presidente da entidade, a Copa do Mundo exige um esforço físico elevado dos atletas, especialmente em um torneio que se estende por 39 dias e pode levar algumas seleções a disputarem até oito partidas.

Para a Fifa, as pausas representam uma oportunidade importante de recuperação física durante os jogos.

"O principal motivo é o calor, mas também precisamos entender que, em uma competição como a Copa do Mundo, disputada ao longo de 39 dias, com as equipes podendo jogar oito partidas nesse período, ter um momento para descansar é extremamente importante", explicou Infantino.

Paradas ocorrem até em jogos com temperaturas amenas

Apesar de terem sido criadas inicialmente para amenizar os efeitos das altas temperaturas, as pausas para hidratação também vêm sendo adotadas em partidas disputadas sob clima mais ameno e até em estádios climatizados.


Infantino justificou a decisão afirmando que a medida busca manter um padrão único para todas as seleções participantes.

"É muito difícil aceitar que um técnico possa ter a oportunidade de influenciar uma partida fazendo ajustes simplesmente porque está mais quente, enquanto em outra partida, na qual a temperatura está um pouco mais baixa, o mesmo técnico não tenha a mesma oportunidade. Queremos garantir condições iguais para todos", argumentou.

Copa do Mundo caminha para recorde de público

Durante o evento, a Fifa também divulgou números atualizados de público da competição. Após 44 partidas disputadas, o torneio já registrou 2.851.010 espectadores nos estádios.

A taxa média de ocupação alcançou 99,6% da capacidade disponível, com média de 64.796 torcedores por jogo. Com os números atuais, a entidade acredita que poderá superar o recorde histórico de público registrado na Copa do Mundo de 1994, também realizada nos Estados Unidos.

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