Chivu conseguiu a conquista da Série A no primeiro ano comandando a Inter, o que não é tão incomum, mas o raro é que este é apenas seu primeiro trabalho efetivo em uma temporada inteira
Chivu comemora o "scudetto" com os atletas da Inter
Na tarde deste domingo, dia 3, a Internazionale conquistou seu terceiro título italiano em seis anos e o 21º de sua história. A Beneamata venceu o Parma no San Siro e garantiu o Scudetto com três rodadas de antecedência. A conquista renova a esperança no trabalho do jovem e já campeão Chivu.
A Internazionale dominou o campeonato desde meados do primeiro turno, mesmo tropeçando em clássicos e conquistou o troféu antecipadamente de maneira inquestionável, com uma campanha sólida. O time ainda terá a chance de fazer o doblete ganhando a Coppa Itália, contra a Lazio, em Roma.
É apenas o segundo trabalho de Chivu a frente de um time profissional e o primeiro onde efetivamente ele toca o time em uma temporada inteira. Antes, ele passou pelo Parma e salvou o time do descenso no biênio 24/25. É um começo espetacular para uma carreira tão tenra.
O fim virou um renascimento
A temporada passada terminou de forma extremamente traumática para a Internazionale. A equipe foi goleada pelo PSG na final da Liga dos Campeões e perdeu o Scudetto na disputa com o Napoli graças a um tropeço bizarro contra a Lazio no San Siro. A equipe que sonhou com o triplete ficou no zero.
O trabalho de Inzaghi era excelente e o fim da passagem do treinador pela Inter gerou dúvidas. O desempenho no Mundial de Clubes, que terminou numa eliminação para o Fluminense, colocou ainda mais em xeque o ainda tenro trabalho de Chivu, pelo menos para parte da imprensa italiana.
A resposta do treinador interista foi relativamente demorada e fez a pressão crescer em cima dele. A Inter começou o campeonato com duas derrotas em três jogos e qunado começou a reagir acabou perdendo feio o confronto direto com o Napoli no Diego Maradona.
Depois de assumir a liderança na 11ª rodada, a Beneamata perdeu o posto numa derrota no derby para o Milan, mas assumiu a ponta na 15ª rodada para não largar mais. Foi um alento e uma segurança a melhora depois de um "tropeço" para o estranho Liverpool de Slot em pleno San Siro.
Depois de assumir a liderança na 11ª rodada, a Beneamata perdeu o posto numa derrota no derby para o Milan, mas assumiu a ponta na 15ª rodada para não largar mais. Foi um alento e uma segurança a melhora depois de um "tropeço" para o estranho Liverpool de Slot em pleno San Siro.
Zebra histórica fora da Itália não muda momento do time na Série A
Em meio a sequência que levou os Nerazzurri a começar a abrir a liderança na Série A, a equipe de Chivu sofreu a histórica eliminação para o Bodo nos playoffs da Champions League, o que poderia ter dinamitado o trabalho de Chivu. Porém, a equipe mostrou segurança para superar o momento ruim.
Enquanto os rivais tropeçavam, a Inter se consolidava. Entre a 12ª e a 28ª rodada, nas derrotas para o Milan, foram 14 vitórias e um empate, no momento que praticamente matou a briga pela Scudetto. A derrota no Derby gerou outro momento de dúvidas, com empates com Atalanta e Fiorentina.
A goleada recente diante da Roma botou o time de volta nos trilhos, assim como a classificação na Copa diante do Como, num jogo muito difícil em San Siro. A partir disso, o empate com o Torino foi até uma nota positiva, já que "arrumou o salão" para que a festa fosse em casa diante do Parma.
Scudetto dá esperança no trabalho de Chivu
Christian Chivu tem história inquestionável na Internazionale como jogador, campeão da tríplice coroa como lateral com Mourinho e isso faz com que a torcida tenha mais paciência. O Romeno foi sábio na sua primeira temporada e pouco mudou do esqueleto tático da Inter, porém, deu toques de melhora.
A Inter de Chivu é muito mais implacável ofensivamente. A equipe é melhor tanto na criação quanto no aproveitamento de jogadas do que era com Inzaghi e Pio Esposito se provou uma ótima peça para elenco de um nível que Simone só teve com Dzeko.
São até agora incríveis 82 gols em 35 jogos, sete a menos que a campanha histórica de 2024, com Inzaghi, no que é provavelmente o melhor time que a Beneamata teve desde o triplete em 2010. A artilharia tem contribuição de vários jogadores além de Thuram e Lautaro.
A força ofensiva deixa maior a esperança num futuro promissor para o time, que, como disse o capitão Lautaro, precisava talvez de novos ares depois do trauma da temporada passada. Chivu monta o alicerce para que possa sustentar seu futuro dentro do clube e por equanto se mostra uma escolha acertada.
A força ofensiva deixa maior a esperança num futuro promissor para o time, que, como disse o capitão Lautaro, precisava talvez de novos ares depois do trauma da temporada passada. Chivu monta o alicerce para que possa sustentar seu futuro dentro do clube e por equanto se mostra uma escolha acertada.
Evitar uma quda de desempenho é senha para que Chivu fique no topo
Agora, Chivu terá que ser sábio para que não caia no mesmo erro que pode ceifar, mais cedo ou mais tarde, o trabalho de Arne Slot no Liverpool. O caminho para o romeno parece ser a continuidade do mapa traçado nesta temporada. Um time forte ofensivamente que garanta gols.

O ex-lateral sabe que precisa melhorar o desempenho em clássicos e jogos grandes e este será seu desafio na próxima temporada. A torcida interista sonha em outro título europeu, depois das duas frustrações nas duas últimas grandes campanhas e este deve ser o próximo sonho do clube.
Em meio a isso, ao mesmo tempo em que precisa fugir da lógica de buscar jogadores em fim de contrato, há nomes nessa situação que poderiam ser excelentes reforços para os interistas, como por exemplo Mohamed Salah, que terminará sua passagem no já citado time de Slot.
O título da Série A é um respiro enorme de esperança e renascimento para uma torcida que vinha machucada por uma temporada traumática, mas Chivu precisará ser sábio para não ser incinerado pela pressão de treinar um dos maiores clubes do mundo.
