John Textor admite possível saída da SAF do Botafogo em meio a impasse financeiro

Empresário cita dificuldades para novos aportes e afirma que decisão deve priorizar o futuro do clube

Foto: Vitor Silva / Botafogo

O norte-americano John Textor
John Textor é o dono da SAF do Botafogo

O empresário John Textor admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de deixar o controle da SAF do Botafogo. A declaração foi feita em entrevista antes da vitória sobre a Chapecoense, pela Copa do Brasil, em meio a um impasse envolvendo novos aportes financeiros no clube.

Possível saída

Sócio majoritário, Textor afirmou que deseja seguir investindo, mas reconheceu que pode abrir espaço caso não tenha autorização para novos aportes.

“Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre o Botafogo”, declarou.

Apesar disso, o empresário reforçou o vínculo com o clube.

“Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube”, completou.

Impasse com investidores

Textor também criticou a falta de interlocutores com poder de decisão nas reuniões envolvendo a holding que controla o futebol do clube. Segundo ele, há entraves para aprovação de novos investimentos.

O empresário revelou a intenção de aportar cerca de 25 milhões de dólares (aproximadamente R$ 125 milhões), mas afirmou que, sem aval, o valor só poderia ser inserido como dívida — o que considera prejudicial ao clube.

Crise recente

O momento do Botafogo fora de campo também é delicado. O clube foi punido pela FIFA com um “transfer ban”, ficando impedido de registrar novos jogadores por três janelas.


Além disso, a equipe já havia sido sancionada anteriormente pela CBF por questões relacionadas a pendências financeiras.

Cenário indefinido

Após um período de conquistas recentes, incluindo títulos importantes em 2024, o Botafogo vive um momento de instabilidade, com disputas internas e dificuldades financeiras.

Diante desse cenário, o futuro da SAF segue indefinido, com a possibilidade de mudanças na gestão dependendo dos próximos desdobramentos das negociações.
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