Foto: Derley Ferreira / Real Noroeste

Zagueiro e capitão vive noite de decisão no Estádio Sumaré; equipe enfrenta o Capixaba precisando vencer para seguir na elite do estadual
O Campeonato Capixaba 2026 chega à sua rodada final com um ingrediente extra de tensão e dramaticidade. Em Águia Branca, o Real Noroeste se prepara para o jogo mais crucial da temporada — e quem assume a responsabilidade nos momentos de pressão é o zagueiro e capitão Rômulo, que acaba de atingir a marca histórica de 50 partidas com a camisa alvinegra.
O duelo contra o Capixaba está marcado para esta quinta-feira (12), às 20h, no Estádio Sumaré. E não há margem para tropeços. O Real Noroeste ocupa a 9ª posição, com 8 pontos, e vive um cenário de tudo ou nada: uma vitória garante a classificação e afasta de vez o fantasma do rebaixamento. Empate ou derrota, porém, podem significar o rebaixamento à segunda divisão estadual, a depender de outros resultados da rodada.
“É uma decisão para a gente”, afirma Rômulo
Aos 31 anos, Rômulo se consolidou como um dos pilares do Real Noroeste dentro e fora de campo. Com a faixa de capitão, ele carrega nas costas não apenas a experiência, mas o respeito do elenco e da torcida.
“A sensação de completar 50 jogos é gratidão. É difícil ficar tanto tempo no clube e, com muito trabalho e dedicação, venho conseguindo fazer um grande trabalho. A partida de quinta-feira é uma decisão para a gente, pois define nossa situação no campeonato em relação à classificação e, automaticamente, não ser rebaixado. Estamos trabalhando forte para chegar lá e fazer um grande jogo”, declarou o zagueiro.
O discurso do capitão reflete o momento de concentração total no elenco. O Real Noroeste sabe que, mais do que o talento, será preciso superação coletiva para evitar o pior cenário ao fim da primeira fase.
Cenário delicado, mas com recompensa à vista
Vencer é o único resultado que tira o Real Noroeste da dependência de terceiros. Em caso de empate, o time ainda poderá se classificar, mas precisará torcer por uma derrota da Desportiva. Se perder, o rebaixamento será inevitável.
Para o torcedor que acompanha de perto a campanha do time de Águia Branca, a sensação é de que o clube vive um divisor de águas. E nomes como o de Rômulo tornam-se ainda mais simbólicos nesse tipo de narrativa.
O zagueiro, que já atuou em clubes de maior expressão no futebol brasileiro, encontrou no Real Noroeste um ambiente de pertencimento. Agora, tenta coroar seu momento pessoal com um feito coletivo: manter o clube na elite capixaba e, quem sabe, pavimentar o caminho para fases mais tranquilas na sequência da competição.
