Bicheiro Adilsinho, presidente e ex-jogador do CA Barra da Tijuca, é preso pela PF no Rio

Dirigente e ex-atleta do CA Barra da Tijuca tinha três mandados em aberto e é apontado como um dos chefes da máfia dos cigarros ilegais no estado

Foto: divulgação / PF

Adilsinho foi detido pela PF nesta quinta-feira
Adilsinho, bicheiro, foi preso nesta quinta-feira, em Cabo Frio

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, presidente e ex-jogador do Clube Atlético Barra da Tijuca, foi preso nesta quinta-feira (26) pela Polícia Federal. Investigado como um dos principais responsáveis pelo monopólio de cigarros ilegais no Rio de Janeiro, ele era considerado um dos contraventores mais procurados do estado e tinha ao menos três mandados de prisão em aberto.

A defesa de Adilsinho ainda não se manifestou sobre a prisão.

Envolvimento com o futebol e fundação do CA Barra da Tijuca

A trajetória de Adilsinho no futebol começou em 2010, com a criação do Centro Esportivo Yasmin. Posteriormente, o projeto passou a se chamar Clube Atlético Barra da Tijuca, equipe que disputou divisões inferiores do Campeonato Carioca.

Além de fundador e presidente, ele também atuou como jogador. Entre 2011 e 2018, disputou 63 partidas e marcou 10 gols, segundo o site O Gol. Dentro de campo, era o batedor oficial de pênaltis do time.

As cores do clube — grená, verde e branco — são as mesmas do Fluminense Football Club, time de coração de Adilsinho. No início do projeto, o Barra da Tijuca contou como vice-presidente com o ex-atacante Super Ézio, ídolo Tricolor.

Desde 2023, o clube está afastado das competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).


Investigações e prisão

Segundo as investigações, Adilsinho é apontado como um dos principais nomes por trás da máfia do monopólio de cigarros ilegais no Rio. O esquema envolveria distribuição e controle territorial da venda clandestina do produto.

O nome do dirigente também já foi associado a investigações sobre jogo do bicho, além da realização de uma festa luxuosa no tradicional Copacabana Palace.

A Polícia Federal não detalhou os próximos passos do processo, e o caso segue sob apuração.
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