Foto: arquivo

Torcida do Corinthians lotando o Maracanã em 1976
O Corinthians prepara uma série de ações especiais em 2026 para celebrar os 50 anos da histórica Invasão Corintiana, episódio marcante do futebol brasileiro que ficou eternizado na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, diante do Fluminense, no Maracanã. Uma das ideias mais ousadas envolve justamente a tentativa de reeditar o feito no Brasileirão desta temporada.
De acordo com Daniel Peixoto, o Alfinete, apresentador do programa Debate Placar, o clube estuda mandar no Maracanã o jogo do segundo turno contra o Fluminense, válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, mesmo sendo o Corinthians o mandante da partida.
“O Corinthians pode fazer uma das ações de marketing mais legais da história do clube. Este ano, a Invasão no Maracanã completa 50 anos. Hoje em dia não tem mais como acontecer isso, porque as cargas são de cerca de 5% para os visitantes”, explicou Alfinete.
“Mas o projeto de marketing é mandar o jogo no Maracanã para ter 95% do estádio e reeditar uma invasão 50 anos depois. Uma boa ideia não precisa de milhões em investimento”, completou.
A iniciativa, no entanto, pode encontrar obstáculos no regulamento do Campeonato Brasileiro. As regras atuais foram alteradas para coibir a venda de mandos de campo para outros estados, determinando que os jogos sejam realizados “no limite da jurisdição da Federação à qual pertença o clube mandante”. No caso do Timão, isso significaria atuar obrigatoriamente no estado de São Paulo.
Apesar disso, o artigo 22 do regulamento prevê exceções em “situações especiais”. Com isso, existe a possibilidade de o Corinthians negociar um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com o próprio Fluminense para viabilizar a partida no Maracanã, tanto no turno quanto no returno da competição.
O que foi a Invasão Corintiana - A chamada Invasão Corintiana marcou a semifinal do Brasileirão de 1976, quando dezenas de milhares de torcedores alvinegros lotaram o Maracanã para apoiar o Corinthians contra o Fluminense, então conhecido como a “Máquina Tricolor”, liderada por Roberto Rivellino — ídolo histórico do próprio Timão.
O empate em 1 a 1 no tempo normal, com gol de Russo, o Beijinho Doce, levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, Rodrigues Neto e Carlos Alberto Torres desperdiçaram suas batidas pelo Fluminense, garantindo a classificação corintiana diante de uma multidão alvinegra no estádio.

Embora o então presidente do Fluminense, Francisco Horta, tenha afirmado ter disponibilizado 40 mil ingressos para a torcida visitante, estimativas apontam que entre 50 mil e 60 mil corintianos estiveram presentes. O público total teria ultrapassado a marca de 146 mil torcedores.
O Corinthians chegou à final do Brasileirão daquele ano, mas acabou derrotado pelo Internacional. Ainda assim, a Invasão Corintiana se consolidou como um dos maiores movimentos de torcida da história do futebol mundial.
Como parte das homenagens, o clube já definiu que utilizará, em 2026, uniformes titular e reserva inspirados nos modelos de 1976, com o escudo antigo, reforçando a memória de um dos capítulos mais emblemáticos de sua trajetória.



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