A bomba de Elivélton que deu a Libertadores de 1997 ao Cruzeiro

Com informações do Globo Esporte.com
Foto: arquivo Superesportes

Elivélton comemorando o gol do título da Libertadores de 1997

Completando 49 anos neste 31 de julho de 2020, Elivélton Alves Rufino ficou marcado na história de alguns clubes, desde o São Paulo, clube que o revelou, quando era uma grande promessa, até a pedrada sofrida no Pré-Olímpico de 1992, passando pelo Corinthians, onde fez o gol do título do Paulista de 1995, até o Cruzeiro, quando também balançou as redes para dar à Raposa a Copa Libertadores de 1997, tema deste artigo.

A história da relação entre o Elivélton e a Raposa tem histórias pitorescas. A primeira delas é que ele quase foi parar no rival Atlético Mineiro antes de acertar com o lado azul de Minas Gerais. Depois de defender o Palmeiras, em 1996, o jogador estava com conversas com o Galo, quando o rival entrou na negociação. O fato de o Cruzeiro estar na Libertadores, competição na qual o atleta já havia sido bicampeão, em sua época de São Paulo, pesou na decisão.

Elivélton nem era titular absoluto daquele Cruzeiro. Tanto que era bem improvável que ele faria o gol do título. O próprio já admitiu. "Ninguém esperava que eu marcasse o gol do título. Todos esperavam Palhinha, Marcelo Ramos. Eles tinham mais poder de decisão. Ter sido premiado com um gol que entrou para a história do clube, é, para mim, uma satisfação e alegria enorme. Foi a recompensa de tudo que eu tinha feito no Cruzeiro, por tudo que eu tinha passado, as dificuldades no começo. Foi a “cereja do bolo", disse, em uma entrevista ao GloboEsporte.com.

Cruzeiro e Sporting Cristal haviam empatado em 0 a 0 em Lima, no primeiro jogo da decisão da competição de clubes mais importante da América do Sul. Na finalíssima, o Mineirão, com mais de 100 mil pessoas presentes (95.472 pagantes), viveu 90 minutos de tensão.

O cronômetro marcava 30 minutos do segundo tempo. Escanteio para o Cruzeiro. Segundos depois, o Mineirão viria a explodir em alegria. Gol de Elivélton. Um gol de perna direita do canhoto atacante, pegando rebote na entrada da área. O chute não saiu forte, mas, brinca o protagonista daquela final, com “efeito de título”.


"Eu já tinha feito gol com a perna direita, mas não com o peso daquele chute. Entrou para a história. Não foi um chute forte. Não sei se o Baleiro (goleiro do Sporting) estava com a visão encoberta. Confesso que, quando chutei, eu não vi a trajetória dela, porque tinha muita gente na minha frente. Provavelmente, para o goleiro também. Quando ele deu conta, a bola já estava em cima", explicou.

Desde então, Elivélton carrega as honras da conquista. Aos 48 anos, ele sempre é lembrado por aquele chute. "Onde eu vou, as pessoas só falam desse gol. Eu tenho o vídeo gravado. Toda vez que faço aniversário, postam esse gol, mandam mensagem nas redes sociais. A gente sempre volta a sentir as emoções desse dia. Será um orgulho rever o jogo 23 anos depois e reviver a história daquele 13 de agosto de 1997, que não sai da memória", finalizou.
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