A virada do Santos sobre o Palmeiras na semi do Paulistão 2000

Por Letícia Denadai / FPF
Foto: Folhapress

Jogadores do Santos comemoram um dos gols da virada

Uma partida histórica é formada por alguns fatores como um grande clássico, a quebra de um tabu, 'chuva' de gols ou uma virada épica por exemplo. E há exatos duas décadas, a semifinal do Campeonato Paulista entre Santos e Palmeiras teve esses ingredientes de sobra, quando o time da Baixada Santista reverteu o placar e conseguiu vencer o Alviverde por 3 a 2, ficando com a vaga na final após 16 anos.

A primeira partida havia terminado sem gols e um simples empate classificava a equipe de Scolari para a final, já que havia tido melhor campanha ao longo da competição. No dia 4 de junho de 2000, as equipes se encontraram novamente para definir quem enfrentaria o São Paulo, que havia se classificado um dia antes.


A equipe santista começou o jogo muito nervosa, já que, desde o título do estadual em 1984 sobre o Corinthians, não chegava à final. Com isso, os alvinegros erravam passes e davam muito espaço para o time de Luiz Felipe Scolari que, mesmo com a vantagem do empate, partiu para o ataque. Apesar do volume, o Palmeiras abriu o placar somente aos 32 minutos após cobrança de falta na direita, que Argel, sem marcação, cabeceou forte para o fundo das redes.

Depois do intervalo, o Santos voltou com a necessidade de virar o placar para ficar com a vaga. E o cenário que estava complicado, ficou ainda mais propício ao Palmeiras quando, aos oito minutos, Fábio Costa saiu errado do gol e criou a oportunidade para Rogério cruzar para Euller, sozinho, mandar para o fundo das redes.


Foi neste momento que a estrela de Giba brilhou: o técnico fez duas substituições que mudaram o rumo da partida, colocando Eduardo Marques e Dodô. Aos 24 minutos, Eduardo Marques acertou o ângulo direito de Marcos e anotou um lingo gol diminuindo o marcador. Depois do gol, os santistas passaram a pressionar. Aos 33 minutos, veio o empate com Anderson Luís. Após cobrança de escanteio, o volante subiu mais alto que a defesa alviverde e testou no canto esquerdo do goleiro rival, marcando seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

Quando tudo parecia se encaminhar para o empate e para a festa alviverde com a classificação, apareceu Dodô. Aos 45 minutos, em jogada pela esquerda, Robert cruzou e após bate e rebate, o atacante se mostrou ligado e mandou para as redes, virando o jogo e dando a vaga na final para o time da Baixada Santista de forma heróica.


Final - Por ter tido uma campanha melhor ao longo de todo o torneio, o São Paulo tinha a vantagem de atuar por dois resultados iguais. O primeiro jogo, na Vila Belmiro, terminou 1 a 0 para a equipe tricolor, com gol do França. No jogo de volta, Dodô abriu o placar no primeiro tempo mas, antes do intervalo, Rogério Ceni empatou em cobrança de falta.

No segundo tempo, Rincón converteu pênalti e colocou a equipe da Baixada Santista em vantagem novamente, ficando a um gol do título. Porém, aos 23 minutos, em mais uma cobrança de falta, mas desta vez de Marcelinho Paraíba, o São Paulo chegou ao empate. Como a equipe poderia até mesmo perder por um gol de diferença, o empate deu o título para o time de Levir Culpi.

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