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A passagem de Josimar pelo Botafogo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Josimar teve uma linda trajetória pelo Fogão

O ex-lateral-direito Josimar Higino Pereira, conhecido também apensas por Josimar, celebra o seu 62º ano de vida nesta terça-feira, dia 19 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta defendeu o Botafogo durante os anos 80.

Sua trajetória no futebol começou no justamente no Fogão em 81. Foi conquistando o seu espaço na equipe e alguns anos depois, passou a atuar também pela Seleção Brasileira e foi levado para Copa do Mundo de 1986 por Telê Santana, substituindo Leandro, ídolo do Flamengo. Além disso, se tornou titular da Amarelinha no lugar de Edson Boaro e marcou dois belíssimo gol contra a Irlanda do Norte e a Polônia. Ao final do Mundial, foi considerado por muitos, o melhor lateral do torneio.

Ainda pelo Alvinegro Carioca, fez parte do elenco campeão estadual de 89 invicto e quebrou um jejum de 21 anos. Logo após a conquista, acabou sendo vendido para o Sevilla, em 89. Colocou um pontapé final em seu vínculo com o time de General Severiano após 124 partidas disputadas e quatro gols marcados, segundo o site ogol.com.


Após passar rapidamente pelo futebol espanhol, retornou ao Rio de Janeiro, mas para defender o Flamengo. Chegou a jogar na pela Seleção Brasileira campeã da Copa América de 89 e das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 90, sendo convocado pelos treinadores Carlos Alberto Silva e Sebastião Lazaroni, mas acabou não indo para o Mundial de 90.

Posteriormente, teve sérios problemas com álcool e drogas, tendo até colecionado algumas passagens pela polícia. Consequentemente, viu sua carreira cair em declínio e a encerrou em 1997, defendendo o roraimense Baré.

A passagem de Josimar pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Josimar jogou no Flamengo entre 1989 e 1990

Josimar Higino Pereira, popularmente conhecido apenas como Josimar, está completando 61 anos de idade nesta segunda-feira, 19. O lateral-direito teve uma passagem pelo Flamengo entre 1989 e 1990, algum tempo depois de ter jogado a Copa do Mundo de 1986 pela Seleção Brasileira.

Carioca de nascimento, o defensor foi revelado nas categorias de base do Botafogo, mesmo clube onde se profissionalizou e escreveu uma longa história, que durou entre 1981 e 1989. Seu ponto alto foi ter ido à Copa do Mundo de 1986, onde foi considerado por muitos o melhor da posição.

Em 1989, com o "boom" de brasileiros indo para a Europa e seu sucesso na Copa, chegou a ter uma rápida passagem pelo Sevilla, mas logo retornou ao Brasil e ao Rio de Janeiro, mas desta vez, para defender as cores do Flamengo.

No Rubro-Negro, o lateral-direito não conseguiu ter o mesmo sucesso que teve no time Alvinegro Carioca. Um dos bons momentos dele no Flamengo foi logo no início, onde teve apresentações dignas e voltou a ter espaço na Seleção Brasileira, sendo convocado por Sebastião Lazaroni para as Eliminatórias da Copa de 1990.

Porém, em 1990 teve queda de rendimento, perdeu de vez espaço na Seleção Brasileira e passou a atuar menos na equipe. No primeiro semestre de 1990, o Flamengo ainda teve uma grande conquista, batendo o Goiás na decisão, mas nem isso foi o suficiente para Josimar voltar a ter grandes atuações.


Segundo o site flaestatisitica.com.br, Josimar disputou um total de 30 partidas com a camisa do Mengão neste período em que esteve no clube. Depois de atuar no clube rubro-negro carioca, ainda defendeu equipes como o Internacional, Novo Hamburgo, Bangu, Fortaleza, Jorge Wilstermann, Fast Clube e Mineros de Guayana.

Durante a carreira, Josimar teve problemas com álcool e drogas e nunca mais lembrou os bons tempos de Botafogo e Seleção Brasileira. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional atuando pelo Baré, de Roraima, em 1997.

Josimar, o grande lateral da Copa de 1986

Josimar comemorando gol na Copa de 1986

Ídolo do Botafogo na época das vacas magras da década de 80, ao lado do volante Alemão, o ex-lateral direito deixou sua marca ao disputar a Copa de 1986, no México. Ao virar titular a partir do terceiro jogo daquele mundial, ele fez belos gols contra Irlanda do Norte e Polônia.

Carioca nascido no dia 19 de setembro de 1961, Josimar iniciou a carreira no Botafogo desde as categorias de base. Um grande amigo meu, Aguinaldo Pereira da Costa, foi parceiro de do lateral nos times menores da Estrela Solitária. Já naquela época, o jogador demonstrava um fôlego fora do comum e facilidade de chutar forte de fora da área.

Ele foi lançado na equipe profissional do Glorioso em 1981. Era um período de vacas magras da equipe de General Severiano, mas Josimar começou a se destacar. Suas boas atuações já chamavam a atenção de todos que acompanhavam o futebol, principalmente no Rio de Janeiro.

Em 1986, ele viveu seu melhor momento na carreira. Era o ano da Copa do Mundo no México e, a princípio, o técnico Telê Santana havia convocado os laterais-direitos Leandro, do Flamengo e que havia sido o titular em 1982, e Edson Boaro, do Corinthians. Leandro pediu dispensa depois de um episódio de fuga da concentração, onde apenas Renato Gaúcho foi cortado pelo treinador. Leandro foi solidário ao amigo e saiu do grupo.

Assim, Josimar teria sua grande chance. Telê Santana o convocou para o lugar do lateral do Flamengo e, assim, o botafoguense estava entre os 22 jogadores que foram defender o Brasil no México.

Josimar foi reserva de Edson nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa do Mundo: vitórias contra Espanha e Argélia, ambas por 1 a 0. No segundo jogo, Edson sentiu uma contusão e Junior quebrou o galho na direita até o fim da partida. Naquela época, apenas cinco jogadores podiam ficar no banco de reservas no Mundial e Josimar não estava entre eles, ao contrário de hoje onde todos os convocados ficam à disposição.

A grande chance da carreira do atleta viria no dia 12 de junho de 1986. A Seleção Brasileira entrava em campo contra a Irlanda do Norte e Josimar fazia seu primeiro jogo como titular em uma Copa do Mundo com a camisa 13. A apreensão era grande, pois o lateral não tinha muita experiência com a camisa amarela.

Careca fez 1 a 0 para o Brasil aos 15 minutos de jogo e Josimar estava bem. Para confirmar que não estava sentindo o peso da estreia, ele recebe uma bola fora da área e acerta um tirombaço no ângulo. Brasil 2 a 0 e festa no Estádio Jalisco, em Guadalajara. No segundo tempo, Careca deu números finais ao jogo. Brasil 3, Irlanda do Norte 0 e a seleção passava em primeiro do Grupo D.

Em todo o mundo, os cronistas esportivos comentavam o belo gol que Josimar fez. Porém, seus feitos naquele Mundial não terminariam por ali. Quatro dias depois, nas oitavas de final contra a Polônia, o lateral mostraria que aquele chute não foi por acaso. O jogo começou com o Brasil dominando e, aos 30 minutos, Sócrates, de pênalti, abriu o marcador. A Seleção foi para o intervalo vencendo.

Aos 10 minutos da segunda etapa viria o lance que entraria para a história das Copas como um dos gols mais bonitos de sua história. Josimar recebe passe de Alemão, passa por dois poloneses e, praticamente sem ângulo, acerta uma bomba que balançou as redes. Um golaço! Edinho e Careca fecharam o placar de 4 a 0 para o Brasil.

Josimar virou a sensação da Copa do Mundo de 1986, tanto que em muitas escolhas dos melhores daquele mundial, seu nome aparece na lateral-direita. Josimar jogou bem contra a França, nas quartas de final. Porém, como todos sabem, o Brasil foi eliminado nos pênaltis pelos ‘Le Bleus’.

Na volta ao Brasil, o lateral foi um dos mais ovacionados pelos torcedores. Josimar continuou no Botafogo até 1989, quando foi titular na campanha em que o clube conquistou o título de campeão estadual depois de 20 anos. Após a competição, o jogador foi vendido para o Sevilla da Espanha.

Jogou pouco na Espanha. Foi emprestado ao Flamengo, onde também não vingou. Depois também teve passagens apagadas pelo Internacional, em 1991, Novo Hamburgo (RS), em 1992, Bangu, Uberlândia (MG), Fortaleza, Fast Club, Baré, futebol boliviano e venezuelano. Encerrou a carreira profissional em 1996, no Mineros de Guayana, da Venezuela, mas nem de longe lembrava o grande lateral da Copa do Mundo de dez anos antes.

O que mais prejudicou o futuro de Josimar, que prometia ser um dos melhores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, foi, infelizmente, seu envolvimento com as drogas e as más companhias. Mas o ex-lateral é tão respeitado que virou nome de revista sobre futebol na Noruega.

Na Seleção, o lateral direito ainda foi campeão da Copa Stanley Rous em 1987 e fez parte do elenco que disputou as Eliminatórias para a Copa de 1990, mas ficou de fora da lista dos 22 convocados que foi à Itália. Naquela época, sua carreira já estava em decadência. No total, fez 16 jogos pela seleção canarinho e os dois gols em 1986 foram os únicos com a camisa amarela.

Josimar é pai de seis filhos. Um deles, Josimar Júnior iniciou carreira no futebol no Botafogo e hoje é mais um 'funcionário da bola'. O solteiro Josimar, além do trabalho social, frequenta uma igreja evangélica e tenta apagar a má fama do passado morando em Boa Vista, capital de Roraima.

O Curioso do Futebol

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