Campeão da Série A3, Planalto-GO se torna clube mais jovem a conquistar um Campeonato Brasileiro

Com apenas um ano e nove meses de história, equipe goiana supera marca do Brasiliense e faz história ao conquistar o título nacional feminino

Foto: Luiz Neto / Staff Images / CBF

Comemoração do título
Ao ganhar o Brasileirão Feminino A3, Planalto-GO se torna o clube mais jovem a conquistar

O Planalto-GO fez história no futebol brasileiro. Ao conquistar o Brasileirão Feminino A3 na noite deste sábado (5), com apenas um ano e nove meses de existência, o clube goiano se tornou o mais jovem a levantar um título de Campeonato Brasileiro.

Fundado em dezembro de 2024, o Planalto superou a marca do Brasiliense-DF, que havia conquistado a Série C de 2002 dois anos e quatro meses depois de sua fundação, em agosto de 2000.

No Estádio Lourival Batista, em Aracaju, as Planaltinas venceram novamente o Juventude-SE por 1 a 0, repetindo o resultado do jogo de ida e fazendo a festa fora de casa.

Título inédito e campanha histórica

A conquista veio justamente na primeira participação do Planalto no Brasileirão Feminino A3. Em 14 partidas, a equipe somou dez vitórias, três empates e apenas uma derrota, com 28 gols marcados e 18 sofridos.

O título também representa a primeira conquista de Goiás em uma competição nacional feminina.

Além do Planalto, outros clubes também conquistaram títulos brasileiros poucos anos após suas fundações. O Paraná Clube foi campeão da Série B de 1992 dois anos e seis meses depois de ser fundado. O Amazonas levou a Série C de 2023 quatro anos e quatro meses após sua criação, enquanto o Atlético Piauiense conquistou o Brasileirão Feminino A3 de 2025 cinco anos e nove meses depois de sua fundação.

Também aparecem entre os clubes que alcançaram rapidamente um título nacional o União São João, campeão da Série C de 1988 sete anos e 11 meses após sua fundação, e o Retrô, vencedor da Série D de 2024 oito anos e sete meses depois de ser criado.

Dirigentes celebram feito inédito

O presidente do Planalto, Breno Cardoso, destacou a dimensão da conquista e reforçou a importância dada pelo clube ao futebol feminino.

“O Planalto é o time da história do futebol brasileiro mais jovem a conquistar um campeonato brasileiro. Era o Brasiliense com dois anos, agora é o Planalto com um ano e nove meses. É uma trajetória de muito trabalho, honestidade e sobretudo ressignificação do futebol feminino. O futebol feminino no Planalto não é obrigação, é uma causa, uma bandeira. Somos campeões brasileiros e o primeiro campeão brasileiro feminino da história do estado de Goiás. Não viemos à toa, viemos fazer história!”, afirmou.

O gerente de futebol feminino, Cláudio Póvoa, também comemorou o resultado do projeto, que já garantiu ao clube o acesso e o título em sua primeira participação nacional.

“Estamos muito felizes, é um projeto de dois anos e no primeiro campeonato já conseguimos o acesso e um título. Isso, para nós e para Goiás, é um resultado extraordinário. O Vila Nova chegou na final ano passado e não conseguiu, e a gente consegue esse feito com muito trabalho e planejamento. Seguimos um pouco mais fortes para tentar subir novamente, agora para a Série A1 no ano que vem”, disse.

Para a treinadora Regiane Santos, a conquista foi a recompensa pelo trabalho desenvolvido durante toda a temporada.

“O título representa todo o esforço e dedicação das meninas desde o dia 15 de janeiro, quando elas se apresentaram. Elas compraram o que o Planalto queria proporcionar, o presidente foi muito feliz em tudo o que fez. Ele não chega para brincar, ele vai para disputar, e foi isso o que a gente fez no nosso primeiro ano, com o acesso e o título. Agora estamos na Série A2, é trabalhar, focar, fazer contratações, para que a gente também consiga fazer história”, afirmou.

Brenda decide com golaço de falta

O gol que garantiu o título saiu dos pés da camisa 10 Brenda. No fim do primeiro tempo, a meio-campista cobrou falta com precisão e acertou o ângulo da goleira Monique, do Juventude-SE, marcando o gol da vitória e da conquista.

Em entrevista à CBF TV, Brenda classificou como “inexplicável” a sensação de decidir uma final e destacou o caráter coletivo do gol.

“É uma sensação inexplicável. Todos os atletas procuram esse êxito de chegar numa final e ser campeão, além do acesso, que é algo extraordinário. Deus me abençoou com o gol de falta, mas com toda certeza é algo que foi em prol da equipe e graças a muito trabalho. Nós falamos que a nossa equipe foi a que mais trabalhou e conseguimos sair com a vitória. Esse gol não foi só meu, foi de todo mundo, foi do Planalto. Graças a Deus ficamos com a taça”, comemorou.


Oliveira conquista o terceiro título consecutivo

O elenco campeão também contou com a experiência da lateral-direita Oliveira, que alcançou o tricampeonato consecutivo do Brasileirão Feminino A3.

A jogadora foi campeã em 2024 pelo Vasco e, em 2025, pelo Atlético-PI. Agora, levantou a taça novamente, desta vez pelo Planalto-GO. Ela também possui no currículo o título do Brasileirão Feminino A2 pelo Ceará, em 2022.

“Nunca perde a graça ser campeã de um campeonato tão difícil como esse. A cada ano, o nível de disputa vai ficando mais alto, então é muito difícil chegar aqui e levantar mais uma taça. Quando mais a gente conquista, não podemos nos contentar com isso, temos que querer mais e mais. É o que tenho feito nos últimos três anos, agora com o terceiro título consecutivo da Série A3”, celebrou a defensora.

Com a conquista da Série A3, o Planalto agora mira um novo desafio: buscar o acesso à Série A1 do Brasileirão Feminino e ampliar ainda mais a história iniciada há menos de dois anos.
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