Após vice da Taça de Angola, Léo Neiva mira nova temporada no futebol africano

Técnico brasileiro inicia segunda temporada no Kabuscorp e disputará pela quarta vez uma competição continental na África

Foto: Divulgação/Kabuscorp

O treinador Léo Neiva
Léo Neiva busca novos objetivos com o Kabuscorp

Depois de levar o Kabuscorp SCP ao vice-campeonato da Taça de Angola na temporada 2025/26, o técnico brasileiro Léo Neiva inicia um novo ciclo à frente da equipe de Angola. Aos 48 anos, o treinador parte para sua segunda temporada no clube com novos desafios no cenário nacional e continental.

O vice-campeonato garantiu ao Kabuscorp uma vaga na Copa das Confederações da CAF, competição continental equivalente à Copa Sul-Americana e à Europa League. Será a quarta participação de Léo Neiva em uma competição intercontinental africana.

Para o treinador, o resultado da última temporada aumentou a responsabilidade para o novo ciclo.

“A campanha de vice-campeonato no ano passado foi algo muito importante para o Kabuscorp e para todos que acreditaram no trabalho desde o início. Conseguimos levar o clube a uma competição continental e isso nos deixa com a sensação de muito orgulho. Entretanto, precisamos saber que isso também aumenta a nossa responsabilidade no cenário africano e que agora é necessário seguir construindo uma equipe competitiva, que represente bem o futebol angolano”, afirmou Léo Neiva.

Técnico aposta na continuidade do trabalho

Com Licenças Pro da Conmebol e da CBF, Léo Neiva acumula experiências em clubes de diferentes países. Ao longo de 19 anos de carreira internacional, o brasileiro trabalhou em 12 países e construiu uma trajetória marcada pela passagem por diferentes escolas de futebol.

No Kabuscorp, o treinador busca dar continuidade a um trabalho baseado em organização tática, fortalecimento do elenco e evolução coletiva. A permanência no clube permite aprofundar conceitos que começaram a ser implementados durante a temporada anterior.

“Cheguei ao clube com a temporada em andamento e tivemos que nos adaptar rápido ao contexto. Eu estava no futebol português, competindo no Campeonato de Portugal, e tive que acelerar ao máximo os processos de chegada. Acredito que minha experiência no continente africano tenha ajudado e fico feliz com isso”, explicou.

Experiência internacional e títulos

O currículo de Léo Neiva reúne títulos conquistados em diferentes países. Entre as principais conquistas estão o Campeonato Jamaicano de 2015/16, o Campeonato Tanzaniano de 2014/15, a Copa da Tanzânia de 2014/15 e a Copa Nelson Mandela de 2009, disputada na África do Sul.

A competição sul-africana é apontada como equivalente, no futebol de base, à Copa São Paulo de Futebol Júnior, principal torneio da categoria no Brasil.

Na África, o treinador também acumula participações na CAF Champions League, principal competição continental entre clubes africanos. Ao todo, esteve três vezes no torneio.

Além da experiência em clubes, Léo Neiva também comandou a seleção de São Cristóvão e Nevis nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.

Kabuscorp estreia no Girabola em agosto

Além da disputa continental, o Kabuscorp terá como objetivo buscar protagonismo no Campeonato Angolano. A equipe estreia no Girabola no dia 22 de agosto, iniciando uma temporada com desafios em diferentes frentes.

Léo Neiva acredita que a classificação continental representa uma conquista importante, mas também aumenta a responsabilidade do clube.

“Sabemos que os desafios aumentam, mas essa é exatamente a motivação que move qualquer treinador. Queremos continuar evoluindo, desenvolver nossos atletas e fazer da tradição brasileira algo cada vez mais forte. A classificação continental é um reconhecimento pelo trabalho realizado, mas também o início de uma nova etapa, com metas ainda maiores”, destacou.


Brasileiro mantém portas abertas para retorno ao país

Mesmo consolidado no futebol internacional, Léo Neiva não descarta um retorno ao Brasil. O treinador afirma que existe a possibilidade de trabalhar novamente no país, tanto em clubes das divisões nacionais quanto em projetos voltados ao desenvolvimento de jovens jogadores.

Sua trajetória internacional inclui trabalhos em Portugal, África do Sul, Jamaica, Tailândia, Sudão, Uganda, Tanzânia, Myanmar, Quênia e Angola, além da experiência à frente da seleção de São Cristóvão e Nevis.

“Sou muito grato por tudo que construí a nível internacional, mas amo meu país e nossa cultura, e sempre pensamos em poder retornar um dia ao Brasil. Seria um orgulho imenso poder mesclar e agregar conceitos de variadas escolas de futebol e somar isso também ao nosso estilo”, concluiu.
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