Luciana Ortega foi condenada em primeira instância e terá de prestar serviços comunitários e pagar R$ 20 mil de indenização a Kleiton Lima
Foto: Reprodução/Youtube Santos TV
O treinador Kleiton Lima
A Justiça de Santos condenou a ex-jogadora espanhola Luciana Ortega, de 22 anos, por difamação contra Kleiton Lima, ex-técnico do Santos e da Seleção Brasileira feminina. A decisão, publicada na última quinta-feira (13), determina prestação de serviços à comunidade, pagamento de honorários advocatícios e indenização de R$ 20 mil ao treinador. Ainda cabe recurso.
Entenda o caso
Em 2023, uma carta anônima foi entregue à diretoria do Santos com uma acusação de assédio sexual contra Kleiton. Segundo o treinador, o documento relatava um episódio ocorrido em uma feira livre em Santos e teria sido escrito por Luciana.
A ex-jogadora negou ser autora da carta, mas confirmou aos dirigentes do clube que teria sido vítima da situação descrita. Para a Justiça, independentemente de quem escreveu o documento, a confirmação feita pela atleta provocou consequências graves à imagem do treinador.
Kleiton deixou o Santos na época e está há cerca de três anos afastado do futebol.
Decisão da Justiça
A juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 4ª Vara Criminal de Santos, considerou que a acusação causou danos à honra do treinador. Por outro lado, a magistrada afirmou não haver elementos suficientes para comprovar que Luciana foi responsável pelo vazamento das cartas para a imprensa, o que poderia resultar em uma pena maior.
O primeiro processo movido por Kleiton contra a ex-jogadora havia sido arquivado. Em 2025, porém, o treinador procurou a polícia e deu início a uma nova ação, que resultou na condenação em primeira instância.
Defesas se manifestam
A defesa de Luciana afirmou que recebeu a decisão com respeito às instituições e ao Poder Judiciário, mas não comentou detalhes do processo devido ao sigilo profissional.
Já o advogado de Kleiton Lima destacou os impactos da acusação na carreira do treinador e afirmou que ele perdeu trabalhos e oportunidades profissionais após o episódio.
Segundo a defesa, a condenação representa um passo importante para o restabelecimento da honra e da imagem do ex-técnico.

