Conhecido como "O Poeta", narrador faleceu nesta terça-feira (14), em Marília, após agravamento de um câncer no intestino
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Wolney Alonso tinha 70 anos
A crônica esportiva brasileira amanheceu de luto nesta terça-feira, 14 de julho de 2026. Morreu, aos 70 anos, o narrador esportivo Wolney Alonso, conhecido pelos ouvintes e colegas de profissão como "O Poeta". Ele faleceu por volta das 5 horas da manhã, na Santa Casa de Marília, no interior paulista, após o agravamento de um câncer no intestino.
Dono de uma voz marcante e de um estilo próprio de narrar futebol, Wolney construiu uma trajetória respeitada no rádio esportivo nacional e se tornou uma das principais referências das transmissões do Marília Atlético Clube, especialmente durante as décadas de 1980 e 1990.
Saúde se agravou nas últimas semanas
Nos últimos dias, o estado de saúde do narrador havia apresentado piora significativa. Há cerca de 20 dias, Wolney estava em Bauru, na residência da filha Milena, quando precisou intensificar os cuidados médicos.
Na última sexta-feira, diante do agravamento do quadro clínico, a família decidiu transferi-lo para a Santa Casa de Marília, onde permaneceu internado até o falecimento.
Há aproximadamente dez anos, o comunicador havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), do qual conseguiu se recuperar. Mais recentemente, recebeu o diagnóstico de câncer no intestino, doença que evoluiu nas últimas semanas.
"O Poeta" marcou gerações de torcedores do Marília
Com uma narrativa envolvente e repleta de emoção, Wolney Alonso eternizou momentos importantes da história do Marília Atlético Clube e se transformou em uma das vozes mais reconhecidas do rádio esportivo do interior paulista.
Seu talento para transformar partidas em verdadeiras histórias fez surgir o apelido que o acompanhou ao longo da carreira: "O Poeta".
As transmissões do MAC durante os anos 1980 e 1990 permanecem até hoje na memória de torcedores que acompanharam uma das fases mais emblemáticas do clube.
Carreira ultrapassou o interior paulista
Wolney iniciou sua trajetória profissional na Rádio Dirceu AM, em Marília, e posteriormente passou por importantes veículos da comunicação esportiva brasileira, entre eles a Jovem Pan AM, de São Paulo, e a CBN, integrante do Sistema Globo de Rádio.
Anos depois, estabeleceu-se em Porto Velho, em Rondônia, onde atuou como narrador da Rádio Globo e também presidiu a Associação dos Redatores e Locutores Esportivos de Rondônia (ARLER), ampliando ainda mais sua contribuição para o jornalismo esportivo brasileiro.
Ao longo da carreira, acumulou admiradores, formou amizades e serviu de inspiração para diversas gerações de profissionais da comunicação esportiva.
Legado vai além das transmissões esportivas
Nos últimos anos, Wolney retornou a Marília para acompanhar mais de perto a mãe, Adelaide, que faleceu em 2019. A família também enfrentou outra perda marcante em julho de 2025, com a morte de Celi, ex-esposa do narrador e mãe de seus filhos, Milena e Leandro.
Exatamente um ano depois, em 14 de julho de 2026, Wolney Alonso também se despede, deixando um legado que ultrapassa as transmissões esportivas e se confunde com parte da história do rádio brasileiro.
Mais do que um narrador, o esporte perde um contador de histórias, um apaixonado pelo rádio e um profissional que ajudou a emocionar milhares de ouvintes ao longo de décadas.
Velório ainda aguarda definição
Até o momento, a família ainda não divulgou oficialmente os detalhes sobre velório e sepultamento. A expectativa é de que as cerimônias ocorram após a chegada de Leandro Alonso, filho do narrador que reside nos Estados Unidos e viaja ao Brasil para se despedir do pai.
Wolney Alonso deixa os filhos Milena e Leandro, familiares, amigos e uma legião de ouvintes que aprenderam a associar a emoção do futebol à voz inconfundível de "O Poeta".

