Luto! Morre Ladel, um dos maiores goleiros do futebol paranaense

Ex-goleiro de Coritiba, Colorado e Operário faleceu aos 77 anos, em Ponta Grossa, deixando um legado marcado por recordes e grandes atuações no futebol do Paraná

Foto: arquivo

O ex-goleiro Ladel
Ladel durante sua passagem pelo Coritiba

O futebol paranaense está de luto. Morreu nesta terça-feira (1º), aos 77 anos, o ex-goleiro Agenor Suzano dos Reis, o Ladel, considerado um dos principais arqueiros da história do futebol do estado. Ele estava internado havia alguns dias no Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, onde faleceu.

O corpo está sendo velado na Capela Municipal de Ponta Grossa, e o sepultamento está marcado para as 16h desta quarta-feira (2), no Cemitério São João Batista.

Destaque do futebol paranaense nos anos 1970

Natural de Jacarezinho (PR), onde nasceu em 1º de dezembro de 1948, Ladel iniciou a carreira no Grêmio Oeste de Guarapuava, ainda na década de 1960. Após passagem pelo Pontagrossense, chegou ao Coritiba em 1971.

Mesmo disputando posição com Jairo, um dos grandes goleiros da história do clube, Ladel teve oportunidades como titular e permaneceu no Coxa até 1974.

Na sequência, transferiu-se para o Colorado, equipe que posteriormente daria origem ao Paraná Clube, onde atuou entre 1974 e 1977, consolidando-se como um dos principais goleiros do futebol paranaense. Também teve uma breve passagem pelo Figueirense.

Recorde histórico no Operário

Foi com a camisa do Operário Ferroviário, a partir de 1980, que Ladel escreveu um dos capítulos mais marcantes de sua carreira.

Naquele ano, estabeleceu um recorde estadual ao permanecer 1.027 minutos sem sofrer gols, sequência que correspondeu a 11 partidas consecutivas com a meta invicta.


Até hoje, o ex-goleiro é lembrado por muitos torcedores como o maior arqueiro da história do Fantasma, sendo uma referência para diferentes gerações do clube.

Carreira e vida após os gramados

Além de Coritiba, Colorado, Operário e Figueirense, Ladel também defendeu o Paysandu de Brusque, o Palmeiras de Blumenau e o Guarapuava.

Após encerrar a carreira como jogador profissional, fixou residência em Ponta Grossa, onde trabalhou como funcionário público municipal até a aposentadoria.

Sua morte representa a despedida de um dos nomes mais importantes da história do futebol paranaense.
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