Equipe de Catanduva perdeu os 10 jogos que disputou, sofreu 66 gols e terminou a competição com a pior campanha da edição de 2026 da competição
Foto: Erika Lima / Grêmio Catanduvense
Treino da equipe em abril, quando o elenco estava com mais jogadores. Antes do fim, a maioria deixou o clube
A participação do Catanduvense na Segundona Paulista de 2026 entrou para a história pelos motivos errados. Sem conquistar um único ponto em 10 partidas, a equipe de Catanduva encerrou a competição com a pior campanha do campeonato, acumulando 10 derrotas, apenas quatro gols marcados, 66 sofridos e um saldo negativo de 62 gols.
O desfecho veio de forma ainda mais dramática. Na última rodada da primeira fase, disputada no sábado (20), o time entrou em campo com apenas nove jogadores e foi goleado pelo Independente por 17 a 0, em Limeira. O resultado se tornou a maior goleada da história do futebol profissional paulista.
O desempenho marcou um retorno triste do Catanduvense ao futebol profissional, já que estava afastado das competições desde 2019, quando disputou a Segundona Paulista daquele ano, quando a competição ainda era o quarto estágio do estado.
Problemas começaram já na estreia
As dificuldades do Catanduvense ficaram evidentes logo na primeira rodada. Sem atletas no banco de reservas, a equipe relacionou apenas os 11 titulares e acabou derrotada pela Santacruzense por 6 a 0.
Na segunda rodada, mesmo com um elenco um pouco mais completo, o cenário não mudou. Jogando em casa, a Feiticeira perdeu para o São Carlos por 2 a 1. O gol da equipe foi marcado por Vini.
Catanduvense chegou a equilibrar jogos
Apesar dos resultados negativos, o Catanduvense ainda conseguia competir nas primeiras semanas da competição.
Na terceira rodada, perdeu para o Mogi Mirim por 2 a 1, fora de casa, com gol de Luiz Kimura. Em seguida, foi derrotado pela Matonense por 3 a 1, em Matão, com Guilherme balançando as redes.
Esses foram os momentos mais equilibrados da campanha.
Goleadas passaram a ser rotina
A partir da reta final do primeiro turno, os resultados começaram a se agravar. Em 17 de maio, o Catanduvense foi goleado pelo Independente por 4 a 0.
Na rodada seguinte, perdeu para a Santacruzense por 5 a 1, em casa. Guilherme marcou o único gol da equipe naquela partida, que também foi o último da Feiticeira em toda a competição.
Com o avanço do campeonato, a situação do elenco se deteriorou. Jogadores deixaram o clube e o número de atletas disponíveis diminuiu drasticamente.
Elenco reduzido agravou a crise
Nas últimas rodadas, o Catanduvense passou a disputar partidas com banco reduzido e até mesmo sem o número mínimo ideal de reservas.
Contra o São Carlos, viajou com apenas três atletas no banco e sofreu uma goleada por 8 a 0. Em seguida, perdeu para o Mogi Mirim, em casa, por 6 a 0.
A situação atingiu o limite nas duas últimas rodadas.
Duas goleadas históricas para fechar a campanha
No dia 14 de junho, atuando em casa e com apenas 10 jogadores disponíveis, o Catanduvense foi derrotado pela Matonense por 13 a 0.
Uma semana depois, em Limeira, entrou em campo com apenas nove atletas e sofreu a goleada de 17 a 0 para o Independente. A maior da história do futebol profissional paulista.
Além de encerrar a participação da equipe na competição, o resultado estabeleceu um novo recorde negativo no futebol profissional paulista.
Números da campanha do Catanduvense
Jogos: 10
Vitórias: 0
Empates: 0
Derrotas: 10
Pontos conquistados: 0
Gols marcados: 4
Gols sofridos: 66
Saldo de gols: -62
Com a campanha, o Catanduvense terminou isolado na última colocação do Grupo 2 e registrou o pior desempenho geral da Segundona Paulista de 2026, em uma temporada marcada por dificuldades esportivas e problemas de formação de elenco.

