Técnico uruguaio afirmou que o goleiro pediu para ser substituído no intervalo da derrota para a Espanha e disse que deixa a seleção sem legado após a eliminação na Copa do Mundo
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Muslera falhou no gol da Espanha
O técnico Marcelo Bielsa protagonizou uma coletiva marcada por sinceridade e autocrítica após a eliminação do Uruguai na Copa do Mundo de 2026. Depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha, o treinador revelou que não decidiu substituir o goleiro Fernando Muslera no intervalo da partida.
Segundo Bielsa, a troca aconteceu a pedido do próprio arqueiro, que falhou no gol da vitória espanhola. Na etapa final, Sergio Rochet, do Internacional, assumiu a meta uruguaia.
Muslera pediu para deixar o jogo
Questionado sobre a mudança no gol, Bielsa fez questão de esclarecer que a decisão partiu de Muslera.
O goleiro, que acabou falhando no lance do gol espanhol, solicitou a substituição no intervalo, e Rochet entrou para disputar o segundo tempo.
Bielsa assume responsabilidade pela eliminação
Além de explicar a mudança, o treinador fez um forte desabafo sobre sua passagem pela seleção uruguaia. Sem fugir das críticas, afirmou que aceita toda a responsabilidade pelo desempenho da equipe.
"Se você me perguntar como serei lembrado, respondo que como alguém que passou e não deixou nada. Toda a percepção que vocês, jornalistas e torcedores uruguaios, legitimamente querem apontar um responsável, sou eu e vou aceitar."
"O que deixo ao futebol uruguaio é nada"
Em outro momento da entrevista, Bielsa minimizou as campanhas realizadas durante seu trabalho e disse que nenhum dos resultados obtidos teve relevância diante da eliminação no Mundial.
"O que eu deixo ao futebol uruguaio é nada. O quarto lugar nas Eliminatórias não teve valor, o terceiro lugar na Copa América não teve valor e, obviamente, esta atuação não preciso definir. Minha trajetória é uma trajetória que não deixou nada."
Campanha abaixo das expectativas
A eliminação diante da Espanha encerrou uma campanha decepcionante do Uruguai. Sob o comando de Marcelo Bielsa, a seleção venceu apenas três das dez partidas disputadas, desempenho que aumentou a pressão sobre o treinador e culminou em um dos discursos mais duros de sua carreira após o fim da participação na Copa do Mundo.

