Clube critica falta de coesão e aponta “atitudes egoístas” como motivo para decisão
Foto: Cesar Greco / Palmeiras
Leila Pereira é presidente do Palmeiras
O Palmeiras anunciou nesta terça-feira sua saída da Libra, alegando divergências em relação ao papel desempenhado pelo grupo na estruturação do futebol nacional.
Em nota oficial, o clube destacou que a decisão não significa adesão imediata a outra associação, optando por acompanhar os desdobramentos de uma possível liga única conduzida pela CBF.
Críticas à condução do bloco
Apesar de reconhecer avanços, como o acordo de direitos de transmissão, o Palmeiras foi contundente ao apontar problemas internos.
“É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão na TV. Ao longo desse processo, contudo, atitudes egoístas, quando não predatórias, inviabilizaram a coesão necessária”, diz trecho da nota.
Contexto do conflito
O anúncio ocorreu pouco depois de um acordo entre o Flamengo e a Libra para encerrar disputas envolvendo valores de contratos de TV.
A divisão das receitas — especialmente os critérios ligados à audiência, que representam 30% da remuneração fixa no acordo com a Grupo Globo — foi um dos principais pontos de atrito entre os clubes.
Disputa recente
Nos últimos meses, o Palmeiras chegou a entrar em conflito direto com o Flamengo por conta do bloqueio de repasses de cerca de R$ 77 milhões relacionados aos direitos de transmissão.
Na ocasião, o clube paulista classificou a postura do rival como “predatória e torpe”, acusando-o de tentar obter vantagens individuais e pressionar financeiramente os demais integrantes do bloco.
Próximos passos
Sem vínculo com outra liga neste momento, o Palmeiras sinaliza que observará o cenário antes de tomar novas decisões, mantendo o foco na possível criação de uma liga unificada no futebol brasileiro.
Nota do Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras comunica que formalizou nesta terça-feira (5) a decisão de se retirar da LIBRA (Liga do Futebol Brasileiro), por divergências relacionadas ao papel desempenhado atualmente pelo bloco.Desde as tratativas iniciais, em 2022, o clube participou de forma ativa e propositiva das discussões voltadas à construção de uma liga unificada, convicto de que tal iniciativa representaria um avanço significativo na organização e no fortalecimento do futebol nacional.É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão na TV. Ao longo desse processo, contudo, atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança.Desse modo, a LIBRA acabou por se distanciar de seus propósitos originais, consolidando-se, na prática, como um grupo heterogêneo dedicado a tratar exclusivamente de interesses individuais.A saída da LIBRA não implica adesão do Palmeiras a qualquer outra associação representativa. O clube opta, neste momento, por acompanhar os próximos passos da possível estruturação de uma liga, conduzida no âmbito institucional da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).Seguimos abertos ao diálogo e dispostos a contribuir por meio de medidas que possam efetivamente promover a evolução estrutural de que o futebol nacional necessita.
Como fica a Libra
Sem o Palmeiras, o bloco tem agora os seguintes clubes:
ABC - Atlético-MG - Bahia - Brusque - Flamengo - Grêmio - Guarani - Paysandu - Red Bull Bragantino - Sampaio Corrêa - Santos - São Paulo - Vitória

