Tigre foi derrotado por 4 a 0 pelo Coimbra na estreia do Módulo II do Mineiro; lesão deixou equipe com apenas seis atletas em campo
Foto: reprodução / Coimbra Sports
Com 12 minutos de jogo, Coimbra já vencia por 4 a 0
A estreia do Ipatinga no Campeonato Mineiro Módulo II foi marcada por uma situação incomum e preocupante. Neste domingo (31), a equipe entrou em campo com apenas sete jogadores diante do Coimbra, no Estádio Flávio Pentagna, em Contagem, foi goleada por 4 a 0 e viu a partida ser encerrada ainda no primeiro tempo após a lesão de um de seus atletas.
Com o problema físico, o Tigre ficaria com apenas seis jogadores em campo, número inferior ao mínimo exigido pelo regulamento para a continuidade de uma partida oficial.
Transfer ban impede inscrições
A grave crise enfrentada pelo Ipatinga tem origem em uma punição aplicada pela Fifa. O clube está sob transfer ban e não pode registrar novos atletas, o que comprometeu diretamente a montagem do elenco para a disputa da competição.
Sem condições de utilizar reforços, o time entrou em campo com apenas dois jogadores profissionais, Sandrinho e Robertinho, além de cinco atletas da categoria Sub-20 da Usipa.
A situação ficou ainda mais delicada porque os profissionais João Tavares e Igor França se recusaram a atuar. Tavares, inclusive, move uma ação judicial contra o clube por valores pendentes da temporada passada.
Além da proibição para inscrever atletas, o Ipatinga iniciou o campeonato com uma punição de seis pontos negativos.
Coimbra constrói goleada em apenas 12 minutos
A superioridade do Coimbra ficou evidente desde os primeiros instantes da partida. O placar foi inaugurado antes mesmo do primeiro minuto, com Yuri Santana.
Pouco depois, Serginho ampliou aos três minutos. O terceiro gol veio aos sete, marcado por Ranisson. Aos 12 minutos, Guthierres completou a goleada ao fazer o quarto gol da equipe mandante.
Com dificuldades para competir, o Ipatinga só conseguiu finalizar pela primeira vez aos 26 minutos, sem levar perigo ao adversário.
Lesão provoca paralisação e encerramento
Aos 38 minutos da etapa inicial, o jogador Sorin, do Ipatinga, sofreu uma lesão e não teve condições de continuar em campo.
Como o clube não possuía atletas disponíveis no banco de reservas, não era possível realizar uma substituição. Com apenas seis jogadores restantes, a partida não poderia prosseguir.
A arbitragem então interrompeu o confronto por cerca de 30 minutos para avaliar se o atleta teria condições de retornar. Após o período de espera, foi constatado que Sorin não poderia continuar.
Diante do cenário, o jogo foi oficialmente encerrado antes mesmo do intervalo, com vitória parcial do Coimbra por 4 a 0.
Caso pode chegar ao Tribunal de Justiça Desportiva
Como a partida foi interrompida antes de atingir dois terços de sua duração, o caso ainda pode gerar desdobramentos jurídicos e esportivos.
O Ipatinga poderá ser denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Mineira de Futebol, que analisará as circunstâncias do ocorrido e possíveis punições adicionais.
Já o Coimbra tende a manter os três pontos conquistados, além do saldo de quatro gols construído antes da paralisação da partida.

