Treinador romeno Mircea Lucescu morre aos 80 anos

Ex-treinador da Seleção da Romênia, ídolo no Shakhtar Donetsk e conhecido por trabalhar com brasileiros, Lucescu deixa legado histórico no futebol europeu

Foto: divulgação

Lucescu tinha 80 anos
Mircea Lucescu estava dirigindo a seleção de seu país

O lendário técnico Mircea Lucescu morreu nesta terça-feira, aos 80 anos. Considerado um dos maiores nomes da história do futebol da Romênia, ele faleceu poucos dias após a eliminação da seleção nacional na repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026.

No dia 29, Lucescu sofreu um mal-estar durante um treinamento da equipe romena e chegou a desmaiar. Ele foi hospitalizado rapidamente e, horas depois, afirmou em entrevista que estava bem, o que trouxe alívio momentâneo aos torcedores.

Último jogo e eliminação na repescagem

A última partida de Lucescu no comando da seleção aconteceu no dia 26, quando a Romênia foi derrotada por 1 a 0 pela Turquia, resultado que selou a eliminação da equipe na fase decisiva da repescagem europeia.

O treinador encerra sua trajetória à frente da seleção em um momento difícil, mas com reconhecimento por sua contribuição ao futebol do país.

Homenagens da federação romena

A Federação Romena de Futebol prestou uma homenagem oficial, destacando a importância de Lucescu dentro e fora dos gramados. O presidente Răzvan Burleanu lamentou profundamente a perda:

“É um dia triste para a Romênia e para o futebol mundial. Mircea Lucescu não foi apenas um treinador, mas um mestre para gerações.”

A entidade também ressaltou o impacto duradouro do técnico e seu amor pelo esporte, além de prestar solidariedade à família.


Relação marcante com jogadores brasileiros

Um dos capítulos mais emblemáticos da carreira de Lucescu foi sua longa passagem pelo Shakhtar Donetsk, onde trabalhou por mais de 12 anos e comandou diversos jogadores brasileiros.

Durante esse período, o treinador desenvolveu uma relação próxima com os atletas e chegou a aprender português para facilitar a comunicação. Em entrevista de 2011, ele explicou sua decisão de estudar o idioma:

“Achei mais fácil eu aprender do que ensinar russo para 10 ou 12 jogadores brasileiros.”

Essa conexão ajudou a consolidar sua imagem como um técnico adaptável e respeitado internacionalmente.
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