Da Silva não foi punido em campo nem citado na súmula, mas caso será analisado pelo tribunal após repercussão do lance
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Momento do empurrão
Um episódio grave marcou a partida entre Crato e Cariri, no domingo (29), pela Série B do Campeonato Cearense. O volante Da Silva empurrou a árbitra Elizabete Esmeralda durante o jogo, em um lance que gerou forte repercussão.
A agressão ocorreu aos 50 minutos do segundo tempo, já nos acréscimos, com o Crato vencendo por 2 a 0. De costas, a árbitra foi atingida pelo jogador e caiu no gramado.
Lance não teve punição em campo
Apesar da gravidade, o lance seguiu normalmente e Da Silva não recebeu cartão amarelo nem vermelho. Além disso, o episódio não foi registrado na súmula da partida.
O documento oficial, assinado pela equipe de arbitragem, também não traz qualquer menção ao ocorrido no campo destinado a “ocorrências e observações”.
Caso será analisado pelo tribunal
Após a repercussão, a Federação Cearense de Futebol (FCF) informou que o caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJDF-CE).
Em nota, a entidade declarou:
“Tomamos conhecimento e a situação será encaminhada para o TJDF-CE para que eles tomem as medidas necessárias”.
Com isso, o jogador pode ser denunciado com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e sofrer punições mesmo sem relato em súmula.
Jogador se defende e pede desculpas
Em entrevista ao jornalista Aluísio Vilar, Da Silva afirmou que o lance foi acidental e pediu desculpas à árbitra.
“Foi um lance casual. Eu estava no instinto de roubar a bola, dou o pique e a Elisabete atravessa e acontece o contato.”
O volante também destacou a relação com a árbitra e lamentou o ocorrido:
“Fico muito triste, porque ela é muito minha amiga. Vi o crescimento da Elisabete, a gente sempre estava trocando ideia.”
Por fim, reforçou o pedido de desculpas:
“Eu peço desculpas. Sabemos que nem com ela, nem com qualquer mulher, ou árbitro masculino deve ocorrer.”
Pedido de desculpas após o jogo
Segundo o próprio jogador, ele procurou a árbitra ainda durante a partida e também após o apito final para se retratar.
“Eu pedi desculpas a ela ainda no jogo e ela entendeu. Quando acabou o jogo eu fui lá novamente e pedi desculpas.”
O caso agora aguarda análise do tribunal, que deve definir possíveis punições diante da gravidade do lance, mesmo sem registro oficial na súmula.

