Ação judicial pede suspensão de CT do Santos em Praia Grande por impacto ambiental

Projeto idealizado pelo pai de Neymar enfrenta contestação por possível risco à Mata Atlântica

Com informações do G1
Foto: José Cícero/Agência Pública

Xixová-Japuí é parque
Área escolhida para o novo CT do Santos, no Xixová, em Praia Grande

O projeto de construção de um novo centro de treinamento do Santos, em Praia Grande, passou a ser questionado na Justiça por possíveis impactos ambientais.

A ação popular foi movida pelo advogado Rui Elizeu de Matos Pereira e pela bióloga Renee Leutz, que pedem a suspensão do licenciamento e das obras do empreendimento.

Iniciativa envolve pai de Neymar

O projeto, batizado de CT Vila Praia Grande, foi anunciado em 2025 por Neymar da Silva Santos, pai do craque Neymar.

A proposta prevê a construção do centro de treinamento em uma área de mais de 90 mil m², próxima ao Litoral Plaza Shopping, em uma iniciativa privada sem custos diretos para o clube.

Ambientalistas apontam riscos à Mata Atlântica

Um dos principais pontos da ação é o impacto ambiental na região. Segundo os autores, a área está no entorno da Mata Atlântica e do Parque Estadual Xixová-Japuí.

Eles argumentam que o local funciona como área de amortecimento ambiental e abriga espécies de fauna ameaçadas de extinção.

“Não somos contra o projeto, mas ele deveria ser realizado em área já degradada, e não em uma região protegida por lei”, afirmou o advogado responsável pela ação.

Falta de consulta pública também é questionada

Outro ponto levantado pelos autores é a ausência de participação popular no processo. Segundo eles, não houve audiência pública para debater o projeto com a população local.

A ação inclui como réus a Prefeitura e a Câmara de Praia Grande, além do Litoral Plaza Shopping e da empresa NR Sports, responsável pelo empreendimento.

MP acompanha o caso

O Ministério Público de São Paulo informou que já existe um inquérito civil em andamento para apurar possíveis irregularidades.


Segundo o órgão, a área possui vegetação, mas não está dentro dos limites do parque estadual.

Empresas defendem regularidade do projeto

Em nota, o Grupo Peralta e o Litoral Plaza afirmaram que o projeto segue todas as exigências legais e ambientais, com base em estudos técnicos e no plano de manejo da região.

As empresas também garantem que medidas de compensação e mitigação de impactos serão adotadas conforme necessário.

Até o momento, a NR Sports, a Prefeitura e a Câmara de Praia Grande não se manifestaram oficialmente.
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