Com técnicos experientes, estreantes e interinos, 28 equipes iniciam nesta terça-feira a maior edição da história do torneio
Foto: Staff Images / CBF
Competição começa nesta terça
A maior edição da história da Copa do Brasil começa nesta terça-feira (17), e a primeira fase do torneio não reúne apenas clubes de diferentes regiões do país, mas também um mosaico de treinadores que representam a essência da competição mais democrática do futebol nacional. Entre técnicos experientes, nomes em ascensão e interinos em busca de afirmação, 28 profissionais estarão à frente das equipes na etapa inicial.
Pela primeira vez em 38 edições, o torneio contará com mais de 100 participantes — são 126 clubes — e terá seu pontapé inicial às 20h (de Brasília), em Saquarema (RJ), no confronto entre Sampaio Corrêa-RJ, comandado por Felipe Surian, e a Desportiva Ferroviária-ES, de Eliomar Pereira.
Mistura de experiência e oportunidade
A primeira fase reúne técnicos com passagens por grandes centros e outros que vivem a chance de projeção nacional. Entre os nomes mais conhecidos está Toninho Andrade, do Madureira, com longa trajetória no futebol brasileiro, além de Pintado, que dirige o Velo Clube-SP e já trabalhou em clubes de maior expressão.
Também aparecem profissionais experientes no cenário regional, como Márcio Parreiras (Guaporé-RO), Felipe Surian (Sampaio Corrêa-RJ) e Wallace Lemos (IAPE-MA), que tentam levar suas equipes além da fase inicial em um formato de jogo único.
Estreantes e técnicos em ascensão
A edição de 2026 conta com 17 clubes estreantes, o que amplia o número de treinadores que chegam pela primeira vez ao torneio. Casos como Rafael Marques (Primavera-SP), Denis Alves (Primavera-MT), Ailton Silva (Tirol-CE), Sued Lima (Maguary-PE) e Gustavo Naguinber (Laguna-RN) simbolizam a oportunidade de visibilidade nacional proporcionada pela competição.
Em alguns clubes, a responsabilidade estará nas mãos de comandantes interinos, como Aloisio Junior, no Betim-MG, e Teco, no Serra Branca-PB, que podem transformar uma boa campanha em efetivação.
Representatividade nacional no banco
A lista de treinadores reforça o caráter inclusivo da Copa do Brasil, com representantes de todas as regiões do país:
Ji Paraná-RO - Bruno Monteiro
Pantanal-MS - Glauber Caldas
Ivinhema-MS - Douglas Ricardo
Independente-AP - Rodrigo Reis
Bare-RR - Pedro Chaves
Madureira-RJ - Toninho Andrade
Gama-DF - Luiz Carlos Souza
Monte Roraima-RR - Paulo Roberto
Galvez-AC - Maurício Carneiro
Guaporé-RO - Márcio Parreiras
Vasco-AC - Erick Rodrigues
Velo Clube-SP - Pintado
Araguaina-TO - Fabiano Borba
Primavera-SP - Rafael Marques
Sampaio Correa-RJ - Felipe Surian
Desportiva Ferroviária-ES - Eliomar Pereira
Betim-MG - Aloisio Junior (interino)
Piauí-PI - Tostão
América-SE - Carlinhos Propriá
Tirol-CE - Ailton Silva
Santa Catarina-SC - Betinho Nascimento
IAPE-MA - Wallace Lemos
Porto-BA - Sandro Duarte
Serra Branca—PB - Teco (interino)
Maguary-PE - Sued Lima
Laguna-RN - Gustavo Nabinger
Primavera-MT - Denis Alves
Bragantino-PA - Marquinhos Taíra
Formato aumenta a pressão
Da primeira à quarta fase, os confrontos serão eliminatórios em jogo único, com decisão por pênaltis em caso de empate — cenário que aumenta a pressão sobre os treinadores desde o primeiro minuto.
Além disso, a edição traz mudanças históricas, como a final em partida única, prevista para 6 de dezembro, e a ampliação do torneio para 155 jogos ao longo de nove fases.
Com clubes tradicionais, estreantes e técnicos em diferentes estágios de carreira, a primeira fase da Copa do Brasil promete não apenas histórias dentro de campo, mas também a chance de projeção nacional para treinadores que enxergam na competição a maior vitrine do calendário brasileiro.

