CBF testa impedimento semiautomático no Maracanã e avança na implementação da tecnologia

Sistema SAOT foi avaliado em Fluminense x Botafogo e confirmou decisões da arbitragem; outros estádios já estão no cronograma

Foto: reprodução

Teste do impedimento semiautomático foi no Maracanã
Maracanã é o primeiro estádio a ter o sistema de impedimento semiautomático testado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) concluiu a primeira fase de testes do impedimento semiautomático (SAOT) no Maracanã. A tecnologia foi utilizada de forma experimental no clássico entre Fluminense e Botafogo, realizado no dia 12 de fevereiro, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Os resultados apontaram que as decisões tomadas em campo pelo árbitro Rafael Klein foram confirmadas pelo sistema, indicando precisão na análise dos lances de impedimento.

Como funciona o sistema

O SAOT gera imagens em formato “gamificado”, nas quais os jogadores aparecem como avatares, facilitando a visualização das linhas de impedimento em jogadas de difícil interpretação.

Em um dos lances analisados, o lateral Renê, do Fluminense, apareceu em posição irregular, com o pé à frente do defensor Alex Telles. Em outra jogada, Luciano Acosta estava em condição legal, com o zagueiro Alexandre Barboza dando posição ao atacante.

Nesta fase de testes, as imagens ainda não são disponibilizadas em tempo real para a equipe de arbitragem durante a partida.

Expansão para outros estádios

Após a primeira etapa no Maracanã, a CBF já definiu os próximos locais que receberão a tecnologia: Arena do Grêmio, Arena MRV, Allianz Parque, Maião, Arena Fonte Nova e Vila Belmiro.


Segundo o presidente do Grupo de Trabalho da Arbitragem da entidade, Netto Góes, a ferramenta deve aumentar a transparência das decisões e contribuir para maior confiança de torcedores, clubes e dirigentes.

Benefícios além da arbitragem

Além de auxiliar na marcação de impedimentos, o sistema também permitirá a coleta de dados de desempenho dos atletas e melhorias na infraestrutura dos estádios. Todo o projeto é custeado pela CBF em parceria com a empresa Genius Sports.

O Maracanã ainda passará por uma nova rodada de testes antes da eventual implementação oficial do impedimento semiautomático nas competições nacionais.

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