Foto: Júlio César Costa/PontePress

David Braz já estreou nesta quarta-feira
Liberada para registrar jogadores após a derrubada do transfer ban nesta quarta-feira, a Ponte Preta agiu rápido e conseguiu regularizar, em cima da hora, a situação de seus reforços e alguns já estrearam na derrota para o São Bernardo, no Estádio Moisés Lucarelli, pela quarta rodada do Paulistão.
Com os nomes publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o técnico Marcelo Fernandes passou a ter à disposição o goleiro Thiago Coelho; o lateral-direito Lucas Justen; os zagueiros David Braz e Lucas Cunha; o volante Tarik; o meia Cristiano; e o atacante Vitor Pernambuco. O único que não pôde ser utilizado de imediato foi Lucas Justen, por questões físicas.
Entre os recém-regularizados, o nome de maior destaque é o de David Braz, zagueiro experiente com passagens por clubes como Santos, Palmeiras, Flamengo e Grêmio. Diante da liberação inesperada, os atletas ficaram de sobreaviso e se apresentaram diretamente no hotel onde a delegação estava concentrada desde a noite de terça-feira.
Cinco dos reforços, inclusive, começaram como titulares diante do São Bernardo: David Braz e Lucas Cunha formaram a zaga, Tarik atuou no meio-campo, Cristiano assumiu a camisa 10 — vaga após a saída do ídolo Elvis — e Vitor Pernambuco foi escalado no ataque. Thiago Coelho iniciou a partida no banco, como opção ao goleiro Diogo Silva.
A liberação só foi possível após a Ponte quitar pendências financeiras que resultavam em punições tanto na CNRD quanto na Fifa. Ao longo do dia, o clube efetuou pagamentos de aproximadamente R$ 1,9 milhão em acordos nacionais e cerca de R$ 600 mil em débitos internacionais, totalizando pouco mais de R$ 2,5 milhões.
Para levantar o valor, a diretoria utilizou parte da quantia obtida com a venda do atacante Jeh ao Göztepe, da Turquia. A negociação foi fechada em 800 mil dólares, e a Macaca tinha direito a 35% do montante, algo em torno de R$ 1,5 milhão.

Com os comprovantes enviados, o primeiro transfer ban foi retirado do sistema da Fifa. Horas depois, por volta das 16h, a CBF confirmou a liberação, em um processo mais rápido do que o habitual — normalmente, a atualização leva até três dias. A condução do caso ficou a cargo da advogada Talita Garcez.
Aliviada fora de campo, a Ponte Preta tenta agora transformar a solução administrativa em resposta esportiva, apostando nos novos reforços para reagir no Paulistão e sair da parte de baixo da tabela.



0 comentários:
Postar um comentário