Com informações do Lance!
Foto: João Moura / FEC

Em 2025, o Fortaleza conquistou o Cearense e a Taça Maria Bonita
Dias após anunciar o encerramento dos investimentos diretos no futebol feminino, o Fortaleza passou a estudar, nos bastidores, alternativas para manter a modalidade ativa na temporada de 2026. Uma das possibilidades em análise envolve uma parceria com o R4, projeto comandado por Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo tanto do Leão do Pici quanto do Flamengo.
A movimentação ocorre em clima de cautela e negociação, sem qualquer definição oficial até o momento. As conversas ainda são preliminares e dependem de uma leitura mais clara do cenário esportivo e regulatório da próxima temporada. A informação sobre a articulação inicial foi divulgada inicialmente pelos perfis No Lance e Resenha do Leão.
Como funcionaria a parceria - Pelo desenho debatido internamente, o R4 assumiria a gestão administrativa do futebol feminino, enquanto o Fortaleza poderia contribuir com a cessão de atletas e profissionais, oferecendo suporte esportivo sem retomar, ao menos neste momento, o mesmo patamar de investimento dos últimos anos.
A ideia seria estabelecer uma parceria nos moldes de empréstimo ou cooperação técnica, permitindo a continuidade do projeto feminino de forma mais enxuta. Dentro desse contexto, há também a possibilidade de que as Leoas mandem seus jogos na região do Cariri cearense em 2026, como parte da estratégia de descentralização e redução de custos.
No clube, a avaliação é de que nenhuma decisão será tomada antes da definição completa sobre qual divisão a equipe teria condições de disputar na próxima temporada. As conversas seguem em andamento, com diferentes cenários sendo analisados.
Impasse nas competições nacionais - O ponto mais sensível envolve a Série A1 do Brasileirão Feminino. Com a desistência inicial do Fortaleza da elite, a vaga, por critério esportivo, seria herdada pelo Mixto, que terminou a temporada anterior em posição que o credencia à substituição.
Entretanto, esse cenário pode ser alterado caso a diretoria tricolor avance na parceria com o R4 e opte por manter o time em atividade na primeira divisão. Segundo apuração do Lance!, o Mixto já trabalha com a perspectiva de disputar a A1, está em fase final de montagem de elenco e tem apresentação marcada para o dia 12 de janeiro, o que indica planejamento consolidado para a elite.
Ainda de acordo com a reportagem, não há data definida para a comunicação oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos clubes que ocuparão as vagas no Brasileirão Feminino após as desistências de Fortaleza e Real Brasília. A entidade aguarda definições internas e segue em recesso presencial, mantendo apenas atividades remotas.
Paralelamente, existe também a possibilidade de o projeto Fortaleza/R4 disputar a Série A3 do Brasileirão Feminino, competição na qual o R4 possui ligação direta e garantia de vaga, o que abriria um caminho alternativo para a continuidade do trabalho.
Cenário em aberto - Diante das incertezas regulatórias e esportivas, o ambiente é de prudência. Nenhuma das alternativas está descartada neste momento — seja a permanência na Série A1, a disputa da Série A3 ou até mesmo a não continuidade do projeto em âmbito nacional. A definição dependerá dos próximos passos nas negociações e das decisões das entidades organizadoras.




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