Equipe do Sampaio Corrêa que disputou a Copa Conmebol
O Sampaio Corrêa teve um biênio de 1997 e 1998 recheado de conquistas. Bicampeão maranhense, a Bolívia Querida, ainda em 1997, venceu o Campeonato Brasileiro da Série C. Com todos esses predicados, a equipe entrou na Copa Norte de 1998 como favorita e não deixou escapar o título.
Com a conquista do regional, o Sampaio Corrêa conquistou algo inédito em sua história: uma vaga na Copa Conmebol (torneio continental similar à atual Copa Sul-americana) e, assim, pela primeira vez, o clube disputava uma competição internacional.
A estreia da equipe foi fora de casa, mas dentro do Brasil. A Bolívia querida foi até Natal, no dia 15 de julho de 1998, enfrentar o América local, que havia conquistado a Copa do Nordeste, no Machadão. Foi um jogo complicado para o Sampaio, que conseguiu segurar o 0 a 0. Seis dias depois, no Castelão, em São Luiz, 42 mil torcedores empurraram a equipe, que venceu o América por 3 a 1, com gols de Paulo Roberto, Cal e Junior, Paulinho Koabayshi descontou para os potiguares, e avançou para as quartas de final da competição.
Na etapa seguinte, o Sampaio Corrêa viajou para Armenia, na Colombia, e no dia 5 de agosto entrou no gramado do Estádio Centenário local para enfrentar o Deportes Quindio. O técnico Julio Spinoza montou, no dia, um esquema tático que conseguiu travar a equipe da casa e o meia Adãozinho (ele mesmo, que depois passou por São Caetano e Palmeiras) fez o gol da vitória da Bolívia. Em seu primeiro jogo oficial no exterior, o Sampaio Corrêa trouxe na bagagem uma bela vitória.
Partida contra o Deportes Quindio
No dia 11 de agosto, mais de 50 mil pessoas lotaram o Castelão para incentivar o Sampaio Corrêa em busca da semifinal da Copa Conmebol. Com a vantagem de poder até empatar, a equipe foi inteligente durante toda a partida e Paulo Roberto fez o gol da vitória contra o Deportes Quindio. E o Sampaio Corrêa fazia história, passando por mais uma fase da competição.
Na semifinal, a Bolívia Querida teve um adversário duro pela frente:o Santos. O alvinegro lutava muito por uma nova conquista internacional, que não vinha a décadas. Mas, no primeiro jogo, realizado em 9 de setembro (com a presença do autor deste texto) o treinador Paulo Spinoza montou novamente um esquema tático de ferrolho, que conseguiu travar os santistas e o Sampaio Corrêa conseguiu segurar o 0 a 0 contra o time do técnico Emerson Leão, que contava com Zetti, Argel, Narciso, Alessandro e Viola.
No dia 24 de setembro, o Castelão estava em festa. Mais de 98 mil pessoas, até hoje é o recorde de público do estádio (e a Seleção Brasileira jogou no mesmo local no dia anterior), foram empurrar o Sampaio Corrêa em busca da vaga na final da Copa Conmebol. A partida começou equilibrada e, aos 34 minutos, Ivan fez o Castelão explodir: Sampaio Corrêa 1 a 0.
Os presentes, que já estavam acreditando que era possível o Sampaio Corrêa eliminar o Santos, que vinha fazendo um bom Campeonato Brasileiro em 1998, tanto que terminou em terceiro. Saindo na frente, a festa era grande. Mas, ainda no primeiro tempo, Lúcio, aos 42, e Argel, aos 45, jogaram uma ducha de água fria nos torcedores da Bolívia Querida. O primeiro tempo terminou com o Peixe em vantagem: 2 a 1.
Jogo contra o Santos
No segundo tempo, Eduardo Marques, aos 2, Adiel, aos 19, e Viola, aos 24, transformaram a partida em uma goleada. O Sampaio Corrêa estava eliminado da Copa Conmebol. Mas o resultado não apagou a bela campanha da equipe maranhense.
O Santos acabou sendo o campeão da Copa Conmebol de 1998, ao bater o Rosario Central, da Argentina, nas finais. A competição teve mais uma edição, em 1999, e a Confederação Sul-Americana resolveu encerrar a mesma, criando depois as Copas Mercosul e Merconorte. Mas o Sampaio Corrêa, com sua participação, marcou época no futebol maranhense.


