quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Os europeus que alcançaram a glória na Libertadores

Por Tiago Cardoso

Rudzky, Mircoli e Jozic: europeus campeões da Libertadores antes de Marí e Jesus

A Liga dos Campeões da Europa durante toda sua história sempre teve times campeões com sul-americanos em seus elencos, e isto se deve ao poderio econômico de seus clubes, que permite a contratação dos melhores jogadores do nosso continente, mesmo nos primórdios da competição, quando o argentino Di Stéfano e o brasileiro Canário já empilhavam taças pelo poderoso Real Madrid. 

Entretanto, em 59 anos de história apenas três europeus haviam conquistado a Libertadores da América e subvertido a lógica geoeconômica até a heroica conquista do Flamengo no sábado, dia 23 de novembro, onde mais dois campeões atravessaram o Atlântico para brilharem nas terras de Simon Bolívar: o espanhol Pablo Marí e o treinador português Jorge Jesus.


O primeiro europeu campeão da Libertadores da América foi o tcheco Christian Rudzky, o qual chegou à Argentina aos 15 anos de idade. Rudzky fez parte do elenco do Estudiantes de la Plata nas conquistas de 1969 e 1970, respectivamente o bi e o tri da equipe pincharrata. Na Europa, Rudzky jogou no Hannover, da Alemanha.

O segundo europeu a conquistar a Libertadores da América foi o italiano Dante Mircoli, o qual conquistou a máxima glória de nosso continente em 1972 pelo Independiente, a primeira das quatro traças que os Rojos conquistaram consecutivamente, um recorde até hoje inigualável. Mircoli, que nasceu em Roma na capital italiana, naturalizou-se argentino e jogou em times como Sampdoria e Catania. 

Em 1991, o treinador croata Mirko Jozic conduziu o Colo Colo à sua glória máxima, a conquista da Libertadores de 1991, a única vencida por um time chileno na história. O croata havia sido o treinador da extinta Iugoslávia campeã da Copa do Mundo sub 20 de 1987 . Em razão do grande trabalho exercido pelo time mais popular do Chile, foi alçado à condição de treinador da seleção daquele país no biênio 1994/1995.


Deste modo, com a conquista do Flamengo, do zagueiro espanhol Pablo Marí e do treinador português Jorge Jesus, são cinco europeus campeões da Libertadores da América em toda história, três jogadores e dois treinadores. Entretanto, no que tange aos jogadores de linha há uma diferença entre Pablo Marí e os outros dois campeões: Marí foi contratado de um clube europeu, o La Coruña, e começou sua carreira no Velho Continente, ao passo que o tcheco Rudzky e o italiano Mircoli vieram jovens à Argentina, onde começaram suas carreiras em Estudiantes de la Plata e Independiente, respectivamente. 

Quem sabe o exemplo do Flamengo torne mais comum de agora em diante a presença de profissionais do Velho Continente em terras sulamericanas, uma vez que passaram-se vinte e oito anos sem um europeu campeão da Libertadores, e tratando-se de jogadores de linha o hiato foi maior: 47 anos. 
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