sábado, 12 de outubro de 2019

Seleção Brasileira de Tite dá mostras de que está à deriva

Por Lula Terras
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Tite não consegue colocar a Seleção Brasileira nos prumos

O jogo entre Brasil 1 x 1 Senegal, realizado na quinta-feira, dia 10, no moderno Estádio Indoor de Singapura, com capacidade para 55 mil espectadores, mas que chamou a atenção de apenas 20 mil pessoas, é uma das provas de o quanto o atual estágio de nossa seleção anda pobre. Faltam talentos, organização e o pior: vem chamando a atenção, também, a falta no comando, um treinador capacitado para nos trazer de volta, o nosso belo e competente futebol vitorioso de outros tempos. 

Essa constatação tem um pouco a ver com o relacionamento do treinador com Neymar, que é inegavelmente o craque do time, mas tem uma carreira dividida entre o futebol e as atribuições de um pop star internacional, que causa grandes dissabores aos fãs do seu brilhante futebol. Ao mesmo tempo em que garante esses privilégios ao atleta, Tite coloca no ar, o quanto é difícil essa postura e deixa no ar, que é pressionado, mas, sem contar os detalhes que, certamente deixariam as coisas mais claras.


Porém, o mais importante, a meu ver é que, os times que Tite tem montado nesses jogos amistosos, nem de longe lembra o saudoso futebol brasileiro que, a meu ver se despediu na fatídica Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, quando nossa brilhante seleção sucumbiu ao futebol de resultados da Itália, do artilheiro Paolo Rossi, autor dos três gols na vitória italiana, por 3 x 2, em 5 de julho de 1982, no jogo que ficou conhecido, como a tragédia de Sarriá, em Barcelona, na Espanha. 

A partir deste dia, a grande nata dos treinadores brasileiros assumiram suas limitações táticas e resolveram aderir ao sistema que apresenta um futebol feio, mas dá boas chances de não perder e, com isso, garantir a permanência no emprego. Tite, certamente está entre os treinadores, com essa filosofia, e o jogo contra Senegal foi uma mostra, outras já tivemos e, caso não haja uma mudança radical, muitos outros resultados ruins, ainda teremos que suportar.


As perguntas que ficam são essas. Até quando a CBF e empresas parceiras vão continuar a tratar o nosso futebol, como mero negócio? Até quando os torcedores que amam o futebol terão a paciência de gastar seu dinheiro para uma ida aos estádios e ver um espetáculo de quinta categoria? Além de outros fatores também complicadores, coloca em risco a vida do futebol, como a violência de torcedores, que enlutaram muitas famílias, pelo Brasil afora.
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