sábado, 19 de outubro de 2019

O bi das Sereias na Libertadores Feminina

Foto: Gazeta Press

Equipe do Santos na conquista da segunda Libertadores Feminina

O Santos foi o primeiro clube brasileiro a conquistar o bicampeonato da Copa Libertadores da América, com o time mais genial que existiu na face da Terra, comandado pelo Rei Pelé. Com o passar dos anos, as mulheres também tiveram a chance de ingressar no futebol e quis o destino que as Sereias da Vila também fossem a primeira equipe brasileira a conquistar o bicampeonato feminino das Américas.

No dia 17 de outubro de 2010, um domingo, foi a vez das mulheres colocarem o Santos no mais alto patamar da América do Sul pela segunda vez. Campeãs da primeira edição da Libertadores feminina, em 2009, as Sereias da Vila chegaram para a disputa de 2010 também como favoritas. A Rainha Marta já havia deixado o clube, mas a equipe base havia sido mantida, com a artilheira Cristiane e a meio-campista Maurine como principais destaques.

A campanha, arrasadora - As Sereias se sentiram à vontade jogando na Arena Barueri, sede do torneio. Na primeira fase foram quatro jogos e quatro vitórias. A partida mais complicada terminou 2 a 0, diante do Caracas, da Venezuela.

Maior vítima, o River Plate, do Uruguai, levou uma goleada acachapante de 9 a 0. O time colombiano Formas Íntimas perdeu por 4 a 0 e, ao encerrar a primeira fase, o Santos goleou o Deportivo Quito, do Equador, por 7 a 0. Foram 22 gols marcados e nenhum gol sofrido, média de 5,5 gols por jogo.

Na semifinal, as Sereias da Vila tiveram um rival histórico do Peixe pela frente: o tradicional Boca Juniors. Em um jogo difícil, a herdeira da camisa 10 da Rainha Marta, Maurine, abriu o placar aos 29 minutos do segundo tempo, em uma bela cobrança de falta. Quatro minutos depois, Suzana deixou ampliou para 2 a 0, sacramentando a classificação para a grande final.

A categoria faz a diferença - Na finalíssima, contra o Everton, do Chile, o técnico Kleiton Lima mandou a campo Andréia Suntaque, Aline Pellegrino, Thorunn (depois Suzana) e Renata Costa; Ester, Maurine, Thais e Joice (Dani); Pikena (Beatriz), Grazi e Cristiane.

O Everton, treinado por Mario Vela, jogou com Endler, Galaz, Bravo, Sisterras e Saez; Quintana, Pardo (Vidal), Galeano e Salgado (Morales); Torres e Villamayor (Arias). A arbitragem foi da uruguaia Claudia Unpierrez.

Como se esperava, o jogo foi complicado e com poucas oportunidades de gol, principalmente no primeiro tempo. A chance mais clara ocorreu aos 30 minutos, em um chute forte de Thaís próximo da entrada da área. A goleira chilena, Endler, foi bem no lance e espalmou para escanteio. Na volta do intervalo, o técnico santista realizou duas alterações: fez entrar a centroavante Suzana no lugar da zagueira Thorunn, e realizou uma troca de laterais, colocando Dani Silva na vaga de Joice.

O Santos permanecia mais tempo com a bola, tentando de todos os jeitos abrir o marcador, mas a defesa chilena estava bem postada, dificultando o avanço do ataque santista. Aos 44 minutos surgiu outra oportunidade quando Suzana sofreu falta na entrada da área.

Três jogadoras se apresentaram para cobrar: Dani Silva, Éster e Maurine. Esta última, a número 10 do time, já havia feito um gol, de falta, na semifinal, e mostrou confiança para executar a cobrança. Com extrema categoria, Maurine usou mais jeito do que força e colocou a bola no canto direito de Endler. Depois, correu, emocionada, para abraçar o técnico Kleiton Lima e comemorar o bicampeonato da Copa Libertadores.

Retrospecto impecável - Ao todo foram seis triunfos em seis jogos, 25 gols marcados e nenhum sofrido. Para alcançar essa façanha o técnico Kleiton Lima utilizou 19 jogadoras: Alline Pelegrino (capitã), Andreia Suntaque, Beatriz, Carol Arruda, Cristiane, Dani Silva, Erikinha, Éster, Grazi, Janaína, Joice, Karen, Maurine, Pikena, Renata Costa, Sandrinha, Suzana, Thaís e Thorunn.

Com sete gols cada, Cristiane e Grazi foram as artilheiras da equipe santista na irresistível campanha do título. Maurine e Thaís marcaram três gols; Suzana fez dois e Éster, Joice e Pikena marcaram um gol cada.
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