sábado, 14 de setembro de 2019

Zizinho e o seu fim de carreira no Audax Italiano do Chile

Foto: arquivo Audax Italiano

Zizinho, com a camisa 10 do Audax Italiano, com companheiro de clube

Neste 14 de setembro de 2019, está completando 98 anos do nascimento de um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos: Tomás Soares da Silva, ou simplesmente Zizinho. O grande nome do futebol brasileiro dos anos 40 e 50, Mestre Ziza brilhou com as camisas de Flamengo, Bangu, São Paulo e Seleção Brasileira. Porém, já no início da década de 60, perto de completar 40 anos, o meia teve o último capítulo de sua carreira, defendendo o Audax Italiano do Chile.

Zizinho, em sua carreira, colecionou títulos pelas equipes que passou e prêmios individuais, sendo considerado, inclusive, o melhor jogador da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil. Porém, a perca do título o fez se afastar da Seleção e deixou de ser convocado com frequência, mesmo mostrando que era um dos melhores do país, já defendendo o São Paulo FC. Ele era tão importante que foi considerado o futebolista mais completo antes do surgimento de Pelé, que já declarou várias vezes que tinha Mestre Ziza como ídolo.

Já o Audax Italiano, na época, era um dos grandes times chilenos. Com quatro títulos nacionais (1936, 1946, 1948 e 1957), só ficava atrás do Colo-Colo e conquistas e à frente de Universidad de Chile e Catolica. Porém, depois do campeonato de 1957, o clube amargava o meio da tabela e a pressão era grande. A solução: contratar um grande craque, mesmo em fim de carreira, como Zizinho.

Quando chegou a Audax, no início de 61, Zizinho não tinha mais a mesma velocidade, mas manteve a essência, a alegria e a capacidade de envergonhar as defesas. "Há duas coisas que não perdi: o estado físico e o que aprendi sobre o futebol. Acho que com os dois posso me defender em qualquer lugar. Se não fosse assim, não teria vindo", disse ele em sua apresentação. 

Com 40 anos, ele entregou seus últimos lampejos em campos chilenos e depois se despediu ao retornar silenciosamente para o Rio de Janeiro. Ele jogou 16 jogos no Audax, converteu três gols e deixou frases como essa. "Acho que uma das coisas fundamentais do futebol é fazer as coisas com facilidade. Muitas vezes, a velocidade é confusa rapidamente. Protegendo o passe, dominando bem a bola, você ganha tempo: perde-se ao fazer tudo a 100 quilômetros por hora".

Os resultados do Audax Italiano não mudaram muito com sua chegada. O time continuou no meio da tabela enquanto ele esteve vestindo a camisa 10 do clube. Aliás, o Audax Italiano continua assim até os dias de hoje, tanto que seu último título do Campeonato Chileno é ainda o de 1957. Porém, nada apagará da memória do clube a passagem do grande Zizinho por sua equipe.
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