segunda-feira, 23 de setembro de 2019

As artilharias da Copa do Brasil do centroavante Gérson

Foto: revista Placar

Pelo Internacional, em 1992, foi artilheiro e campeão da Copa do Brasil

Em 23 de setembro de 1965 nascida em Santos um jogador que deixaria sua marca no início da Copa do Brasil. Gérson da Silva, ou simplesmente Gérson, foi artilheiro em três das quatro primeiras edições da maior competição de mata-mata do país. Campeão do torneio em 1992, ele teria problema de saúde, quando muitos diziam que era AIDS, algo que a família do atleta sempre negou, que apareceu já na disputa da edição do título, e morreria em 1994.

Gérson começou a carreira no Santos, onde foi campeão da Copa São Paulo de Juniores de 1984. Profissionalizado pelo Peixe, depois seguiu carreira e teve passagens por Guarani e Paulista de Jundiaí, até que em 1988 ele chegaria ao Atlético Mineiro. E é no Galo que começa a relação de gols na Copa do Brasil.

A primeira edição do torneio foi em 1989 e o Galo começou a competição eliminando o América de Natal com duas vitórias: 3 a 0 e 7 a 0. Depois, a vítima foi o Náutico, com um empate em 1 a 1 e uma vitória por 3 a 0. O Atlético caiu para o Goiás, nas quartas, mesmo vencendo em casa, o segundo jogo, por 2 a 0, já que no primeiro o time verde venceu por 3 a 0. Mas dos 16 gols marcados pelo Galo, Gérson fez sete.

Dois anos depois, e o Galo estava novamente na Copa do Brasil e Gérson com seu faro de artilheiro. O Atlético estreou contra o Caiçara, do Piauí, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e o segundo por sonoros 11 a 0. Porém o time mineiro ficou na segunda fase, ao perder os dois jogos para o Criciúma, que foi o campeão, por 1 a 0. Gérson marcou seis gols (o da vitória por 1 a 0 e cinco na goleada sobre os piauienses) e foi artilheiro.

Em 1992, o artilheiro foi para o Internacional e seus gols foram importantíssimos. O Colorado passou por Muniz Freire, Corinthians, Grêmio, Palmeiras e Fluminense para conquistar o título. Gérson, com nove gols, foi o artilheiro. Porém, foi durante a Copa do Brasil que o seu drama pessoal surgiu.

Segundo informações, os dirigentes do Colorado chamaram o técnico da equipe, Antônio Lopes, e informaram que exames detectaram o vírus HIV no jogador. Ele estaria com AIDS, uma doença que vinha se alastrando em todo o mundo desde os anos 80 e que, normalmente, levava as pessoas à morte.

Porém, naquele mesmo ano, houve o exemplo do jogador de basquete Erwin "Magic" Johnson, que mesmo com a doença, atuou nos Jogos Olímpicos e foi medalhista de ouro com a Seleção Norte-Americana. Lopes usou o exemplo para que Gérson continuasse atuando. Mas, ao contrário do norte-americano, ele não divulgou que estava com a doença para ninguém. A família do atleta até hoje nega o fato.

Gérson foi importante na Copa do Brasil, mas em 1993 já não estava com a mesma forma, atuou pouca vezes e foi até vaiado em um jogo contra o Atlético Nacional, da Colômbia, no Beira-Rio. Acabou afastado do grupo e seu estado de saúde piorou, sendo internado no Hospital Conceição, com um edema cerebral. Em setembro, recebeu passe livre. Em março de 1994, já em Guarujá, foi internado com neurotoxoplasmose e, dois meses depois, morreu.
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