sábado, 10 de agosto de 2019

Toninho Guerreiro - O pentacampeão paulista

Fotos: arquivos Santos FC e São Paulo FC

Toninho emendou cinco títulos estaduais seguidos entre as passagens por Santos e São Paulo

Um dos maiores centroavantes que o Brasil teve nas décadas de 60 e 70, Toninho Guerreiro marcou época vestindo as camisas de Santos e São Paulo. Seus gols por ambas as equipes que ele atingiu uma marca que nenhum outro jogador da história do futebol profissional paulista conseguiu: ser pentacampeão estadual, pois ele emendou um tri do Peixe com um bi do Tricolor.

Antonio Ferreira nasceu no dia 10 de agosto de 1942, em Bauru. Ele chegou a Santos em 1962, aos 20 anos, depois de disputar o Campeonato Paulista pelo Noroeste, de sua cidade natal, e anotado 17 gols. Toninho estreou pelo Peixe em 16 de fevereiro de 1963, contra o Vasco da Gama, no Maracanã. A partida, válida pelo Torneio Rio-São Paulo, terminou empatada em 2 a 2, com dois golaços de Pelé.

Porém, aquela era a época do auge da dupla Pelé e Coutinho e ninguém imaginava que o centroavante vindo de Bauru iria conquistar seu espaço. Porém a raça demonstrada nos treinos, que o fez ganhar a alcunha de "Guerreiro", os gols que fazia quando tinha chance e queda da forma física de Coutinho fizeram com que Toninho tornasse a nova dupla de ataque de Pelé no Peixe.

Fez dupla com Pelé no Santos FC

Assim, a partir da segunda metade dos anos 60, ele se tornou o camisa 9 do Santos e começaria a atingir uma interessante marca. Bicampeão paulista em 1964 e 1965, Toninho Guerreiro virou um dos grandes do Peixe no tricampeonato de 1967, 1968 e 1969.

A última partida de Toninho Guerreiro no Santos ocorreu em 24 de junho de 1969, quando marcou também um de seus gols mais importantes. Ao aproveitar o rebote do goleiro após uma falta cobrada por Pelé, Toninho Guerreiro fez o gol solitário que deu o título da Recopa Mundial ao Santos diante da Inter de Milão, no Estádio San Siro.

O técnico João Saldanha o convocou para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa de 1970, no México. No entanto, ele foi cortado daquela seleção que apresentou o melhor futebol entre todas as Copas. O motivo alegado foi uma sinusite. Segundo os médicos da seleção, ele teria problemas com a elevada altitude do México. Porém, há uma tese de que o presidente mineiro Emilio Garrastazu Médici, na época da ditadura militar, pressionou para que Dario, do Atlético, fosse convocado. Zagallo teria cedido e trocou os centroavantes. Toninho jogou duas partidas pela seleção canarinho em 1969 e marcou quatro gols.

Depois do Santos, Toninho Guerreiro foi para o São Paulo, que estava em uma fila desde 1957, muito por causa da construção do Morumbi, e com seu estádio já concretizado, queria voltar aos títulos. O Tricolor Paulista "foi às compras" e trouxe diversos jogadores para fortalecer o seu elenco, como o meia Gerson e o próprio Toninho. A equipe ficou com um time forte.

Foi importantíssimo no São Paulo

E agora vem a marca interessante: Já tricampeão pelo Santos, ele foi peça importantíssima do São Paulo, que conquistou os Paulistas de 1970 e 1971, fazendo com que o centroavante atingisse uma marca pessoal fenomenal: na era profissional, ele é o único jogador pentacampeão estadual. Em sua ótima passagem pelo São Paulo FC, Toninho atuou em 170 jogos (80 vitórias, 51 empates, 39 derrotas) e marcou 85 gols.

O jogador deixou o São Paulo em 1972, depois de ser artilheiro do Campeonato Paulista pela terceira vez. Com 31 anos, teve breve passagem pelo Flamengo e pelo Operário de Mato Grosso do Sul antes de encerrar a carreira em 1974, pelo Noroeste de sua cidade natal.

Toninho Guerreiro faleceu de derrame cerebral, na Capital Paulista, em 26 de janeiro de 1990, aos 47 anos. No Alvinegro Praiano, time que vestiu a camisa em 368 oportunidades, ele marcou 279 gols, o que o coloca como o quarto artilheiro da história do clube, atrás apenas de Pelé, Pepe e Coutinho.
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