domingo, 25 de agosto de 2019

Paulo Autuori no Peru

Foto: arquivo Federação Peruana

Paulo Autuori dirigiu a Seleção Peruana entre 2002 e 2005

Técnico vitorioso no Brasil, campeão brasileiro em 1995, pelo Botafogo, e da Libertadores, em 1997, pelo Cruzeiro, e 2005, pelo São Paulo, Paulo Autuori, que está completando 63 anos neste 25 de agosto de 2019 e, atualmente, é gerente de futebol do Santos, teve uma passagem de sucesso pelo futebol peruano no início da década passada, que o fez chegar na seleção do país.

Tudo começou em 2001. Nesta época, ele já havia tido experiências fora do Brasil, mais precisamente em Portugal, onde dirigiu times pequenos na primeira passagem e depois o Benfica, após o título brasileiro com o Botafogo. O treinador desembarcou no Alianza Lima e ele foi muito bem, conquistando o título peruano, quebrando uma sequência de três anos de conquistas do Universitario.

Com o título, ele ficou cobiçado no mercado local e trocou de equipe, causando certa polêmica, já que ele deixou o Alianza Lima para dirigir o rival Sporting Cristal. Apesar das discussões se ele deveria assumir um rival direto, Paulo Autuori teve sucesso mais uma vez e conquistou o bi-campeonato peruano pessoal.

Em alta, com dois títulos nacionais seguidos, a Federação Peruana de Futebol o convidou para dirigir a Seleção, com a missão de tentar levar o Peru para a Copa do Mundo de 2006, algo que não se conseguia desde 1982, com um outro brasileiro: Tim. Além disso, seria o comandante do time que disputaria a Copa América em casa.

Apesar da bela estreia nas eliminatórias, goleando o Paraguai por 4 a 1, em Lima, em 2003, o Peru não ia tão bem nas Eliminatórias. Assim, em 2004, ele passou a renovar a equipe. Primeiro, convocou Farfán, que jogou a Copa América diante da torcida, onde os peruanos caíram nas quartas para a Argentina.

Depois da Copa América, apostou ainda mais na renovação e convocou um centroavante de 20 anos, que, na época, defendia o Bayern de Munique B e que tinha saído do país dois anos antes. O nome dele: Paolo Guerrero, que depois se tornaria o mais importante jogador peruano de sua geração.

"Quando convoquei o Guerrero, ele estava no Bayern B. E eu convoquei mesmo assim. Tomei porrada e ouvi o seguinte: "Como você vai convocar um cara que joga no time B do Bayern?" Aí eu fui duro na resposta: "É lógico que eu vou. A segunda divisão lá é muito mais competitiva do que a primeira aqui no Peru. Só isso". Paolo já mostrava muita qualidade", comentou Autuori em uma entrevista ao Lance!

Apesar disto tudo, Autuori não conseguia colocar o Peru na zona de classificação para a Copa do Mundo e final de março de 2005, após derrota para o Brasil, fora, e empate com o Chile, em casa, ele saiu da Seleção Peruana. O Peru ficou em penúltimo nas Eliminatórias, ao fim, ficando à frente apenas da Bolívia. Já Autuori se deu bem: assumiu um São Paulo que recém conquistou o Campeonato Paulista já montado por Emerson Leão, que foi para o Japão, e conseguiu ser campeão da Libertadores.
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