quarta-feira, 10 de julho de 2019

O goleiro Hiran e seus gols de cabeça

Por Lucas Paes
Foto: Marcos Riboli/Folhapress

Hiran, subindo mais que Luizão e vencendo Velloso, fazendo gol pelo Guarani contra o Palmeiras

Pouquíssimos goleiros podem se orgulhar de terem uma história tão interessante como Hiran Spagnol. O arqueiro, ídolo do Linhares EC, passou por diversos clubes, marcou gols e chegou até a ser dado como morto. Os gols foram um dos traços marcantes de sua trajetória dentro das quatro linhas (e debaixo das traves). 

O goleiro começou a carreira no Linhares. Lá, foi um dos grandes nomes do bom time semifinalista da Copa do Brasil em 1994. Acabou chamando a atenção do Guarani, que o contratou naquele ano. No Bugre viveu momentos bons e acabou marcado por um episódio curioso. No Paulistão de 1997,  mais precisamente em 27 de fevereiro, ele fez de cabeça o gol de empate contra o Palmeiras, no Brinco de Ouro.

O jogo estava 3 a 2 para os palmeirenses quando num escanteio, o goleiro Velloso saiu mal e Hiran mandou de cabeça para as redes. O duelo terminou 3 a 3, graças ao gol de Hiran. Foi o primeiro gol dele na carreira.

Dois anos depois, já no Santo André, ele repetiu a dose. Em jogo do Paulistão da Série A2, no Bruno José Daniel, no dia 6 de junho, outra vez fez de cabeça um gol, diante do Juventus, empatando o jogo. Porém, não se deu bem, já que na saída, Dil fez do meio campo para o Moleque Travesso. Ainda assim, ele solicitou ao Guiness o recorde de gols de cabeça de um goleiro, que acabou igualado por Lauro, ex-Inter e Ponte, posteriormente.

O jogo onde Hiran marcou pelo Guarani

Hiran passou por diversos outros clubes além de Santo André, Bugre e Linhares, os dois, tais como Atlético Mineiro, Inter, Ponte Preta, etc. Em 2004, sofreu um gravíssimo acidente quando estava a caminho de assinar contrato com o Brasiliense, batendo de frente em uma carreta. Chegou a ser erroneamente homenageado com um minuto de silêncio, mas sobreviveu e voltou a jogar oito anos depois.

Recebeu o prêmio de melhor goleiro do Campeonato Capixaba em 2011, pelo novo Linhares, fundado em 2001. Depois saiu, defendeu outros times, como a Santacruzense em 2014, já com 42 anos, onde acumulou as funções de arqueiro, treinador de goleiros e técnico do time. Em 2015, voltou para o 'novo' Linhares, onde pendurou as chuteiras.
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