terça-feira, 18 de junho de 2019

Pelé fazendo gol olímpico e virando mais uma vez goleiro nos EUA em 1973

Com informações de Guilherme Guarche, do Centro de Memória
Foto: US Mail

Pelé fez um gol olímpico e depois foi goleiro em jogo contra o Baltimore Bays, em 1973

Eram passados 13 minutos de jogo quando Pelé, inesperadamente, foi cobrar um escanteio contra o Baltimore Bays, em Baltimore, Estados Unidos. O resultado da cobrança foi mais surpreendente ainda, pois a bola, com efeito, enganou o goleiro Phillips e entrou no gol, o primeiro e único gol olímpico marcado pelo Rei do Futebol em toda a sua carreira. Era o dia 19 de junho de 1973, uma terça-feira.

A primeira etapa terminou com a vantagem mínima, mas no segundo tempo o centroavante Euzébio marcou duas vezes e Pelé fez mais um gol, de pênalti, fechando o marcador em 4 a 0 diante das 12.582 pessoas que foram ao Memorial Stadium.

O curioso é que naquela excursão o Santos já tinha vencido o mesmo Baltimore Bays duas vezes: a primeira, no mesmo estádio, em 30 de maio, por 6 a 4, e a segunda no Kennedy Stadium, em Nova York, por 7 a 1. Ou seja, em pouco mais de duas semanas o Alvinegro Praiano infringiu 17 gols ao mesmo adversário, em uma média de 5,66 gols por partida.

No jogo do gol olímpico de Pelé, o Santos, dirigido pelo técnico José Macia, o imortal Pepe, formou com Cláudio (depois Pelé), Vicente, Marinho, Marçal (Turcão), Zé Carlos; Léo Oliveira e Pitico; Jair da Costa (Adílson), Euzébio, Pelé (Nelsi) e Ferreira.

Pelé, goleiro pela quarta vez - Nessa partida em Baltimore, após fazer os dois gols, Pelé foi para o arco, atuar como goleiro no lugar de Cláudio, que se machucou. Além dessa partida, o Rei vestiu a camisa de goleiro do Santos em outras três oportunidades: em 1959, na vitória sobre o Comercial da capital por 4 a 2; em 1964, na virada sobre o Grêmio por 4 a 3, pela Copa do Brasil, no Pacaembu; e em 1969, na vitória diante do Botafogo da Paraíba, em João Pessoa, por 3 a 0.

Nessa terceira partida, Pelé, que já tinha feito um gol de pênalti no jogo, o de número 999 de sua carreira, foi para a meta em substituição ao goleiro Jair Estevão. Dizem que agiu assim para evitar fazer o tão esperado Milésimo longe dos grandes centros, e estaria programando marcá-lo contra o Vasco, no Maracanã, cinco dias depois. O Rei, entretanto, desmente essa versão.
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