terça-feira, 18 de junho de 2019

O fim da invencibilidade da Argentina em Copa América

Por Tiago Cardoso
Foto: Juan Mabromata/AFP

Messi lamenta a derrota da Argentina para a Colômbia

A derrota da Argentina para a Colômbia na primeira rodada da Copa América foi a primeira desde a final em 2007, quando a forte seleção de Messi, Zanetti, Tevez e Ayala perdeu para a Seleção Brasileira pelo placar de 3 a 0, ocasião em que conquistamos nosso oitavo e último título do torneio. 

Da final de 2007 até a derrota para Los Cafeteros no sábado, a Argentina havia jogado 16 partidas, com nove vitórias e seis empates. 

Contudo, mesmo terminando invicta nas três últimas edições, foi duas vezes vice-campeã. Em 2015, após empate no tempo normal e na prorrogação, a Argentina perdeu para o Chile na decisão por pênaltis, ocorrendo o mesmo na final em 2016, nos Estados Unidos, contra o mesmo adversário. Curiosamente, o Chile jamais venceu a Argentina em uma partida de Copa América, assim mesmo conquistou dois títulos sobre seus vizinhos. Em 2011, em casa, após empatar com o Uruguai no tempo normal, em jogo válido pelas quartas de final, a Argentina também foi eliminada nos pênaltis, um trauma aos albicelestes. 

Ademais, a despeito da seca de títulos em Copa América, o qual não vem desde 1993, a Argentina é a seleção que menos perdeu jogos de Copa América neste século – entre as seleções sul-americanas, claro, pois a seleção do Panamá perdeu apenas duas partidas, todavia disputou apenas a Copa América de 2016, onde foi eliminada na primeira fase após duas derrotas e um empate. Somente três vezes os argentinos foram derrotados neste século: 0 a 1 para o México, pela fase de grupos em 2004; 0 a 3 para o Brasil na final em 2007 e a partida de sábado contra a Colômbia, pela primeira rodada da Copa América 2019. 

Lembrando que a Argentina não disputou a primeira edição de Copa América neste século, a qual foi realizada em 2001, na Colômbia, pois alegou falta de segurança, uma vez que o país anfitrião enfrentava uma grave guerra civil. 

É intrigante uma seleção que nas edições de Copa América deste século tenha contado com jogadores do quilate de Verón Riquelme, Sorín, Messi, Ayala, Zanetti e cia não tenha conquistado uma única edição. A Argentina chegou em todas as finais que disputou de Copa América neste século exceto na edição de 2011, que curiosamente sediou. Além das derrotas já mencionadas, perdeu duas finais para seu maior rival, o Brasil. Ademais, o que aumenta o tamanho do fracasso argentino nas ultimas décadas, o Brasil venceu-os nas duas vezes sem os seus melhores jogadores, usando seleções alternativas. É claro que jogadores como Juan e Adriano em 2004 e Elano e Daniel Alves em 2007 despontariam nos times principais do Brasil nos anos seguintes, todavia, no momento em que disputavam e conquistavam o certame continental, não eram considerados integrantes e figuras constantes na chamada seleção principal. 

Todavia, a atuação de sábado, a falta de tarimba do treinador e a renovação do elenco, que é o pior do país neste século, é indicativo de que o jejum irá se estender pelo menos por mais um ano, uma vez que a Argentina será uma das sedes da Copa América de 2020, que será organizada a fim de adequar nossa maior competição continental ao calendário da Eurocopa. Ao menos que Messi “tire um coelho da cartola”, o que até hoje não fez na seleção de seu país, o tabu perdurará por mais um ano.
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