quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Hugo de León no Corinthians

Por Victor de Andrade
Foto: A Gazeta Esportiva

Mesmo raçudo, o uruguaio De León não teve sucesso no Corinthians

Não é raro na história do futebol mundial um grande jogador, reconhecido, ir para um clube de peso e, mesmo com toda cancha e respeito, não dar certo. Um desses exemplos no Brasil foi do zagueiro uruguaio Hugo de León, que completa 61 anos neste 27 de fevereiro de 2019, em sua passagem pelo Corinthians em 1985.

Após vender Sócrates, em 1984, o Timão estava com "dinheiro em caixa" e o presidente Waldemar Pires prometeu uma verdadeira seleção para o ano seguinte e contratou vários atletas de renome, entre eles o defensor uruguaio. Aliás, segundo a Revista Placar na época, o Corinthians pagou ao Grêmio Cr$ 1,725 bilhão pelo jogador, o que seria a maior transação do futebol brasileiro até então.

Até aquele momento, Hugo de León não sabia o que era fracasso em clubes. Já começou chamando a atenção, desde novo, no Nacional do Uruguai, onde chegou à seleção de seu país com 21 anos e conquistou todos os títulos possíveis. Contratado pelo Grêmio no início de 1981, repetiu a dose e ainda ficou marcado por ser o capitão da primeira Libertadores do clube, inclusive tendo sangrado quando levantou a taça.

Jogador com liderança e raçudo no Corinthians tinha tudo para dar certo. Mas não foi o que aconteceu. O time do Timão, no papel, era forte, tinha nomes como os de Serginho Chulapa, Dunga, Carlos, Casagrande, Zenon, Biro-Biro, Wladimir e João Paulo. Mas a verdade é que dentro de campo nada funcionou para o Alvinegro naquele ano.

No campo, os resultados não vieram. O time foi eliminado precocemente no Campeonato Brasileiro, em um grupo que tinha Joinville, Sport e Coritiba. No Campeonato Paulista, a equipe sequer chegou às semifinais. Mas também houve problemas contratuais e Hugo de León não gostou da postura da diretoria do Timão.

Capa da Placar apontando que Hugo de León era o "mais caro do Brasil"

"Fiquei um ano e não me respeitaram. Na verdade meu contrato era de dois anos e dividiram para um. Nunca me deram a cópia do segundo contrato. Tentaram mudar, eu não aceitei e acabei saindo. Houve uma mudança na direção. Saiu o Waldemar Pires e entrou o Roberto Pasqua. Não cumpriram o que era o meu acerto com a antiga direção e eu não aceitei a mudança", disse em entrevista ao UOL.

Sem sucesso e ainda com todo estre problema contratual, ao fim de 1985 Hugo de León saiu do Corinthians e foi para o Santos. Daquele time, além do uruguaio, Serginho Chulapa e Dunga também foram para a Vila Belmiro (no caso do centroavante foi uma volta). No Santos, De León foi melhor e depois rodou o mundo, chegou a atuar no Botafogo em 1991 e encerrou a carreira no Nacional, clube que o revelou, em 1993.
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