sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

50 anos de Gabriel Batistuta - Atuando no futebol argentino

Batistuta nos três times que defendeu no futebol argentino

Um dos maiores centroavantes da história do futebol mundial, Gabriel Omar Batistuta está completando 50 anos neste 1º de fevereiro. Atacante que balançava as redes com facilidade, o argentino foi um dos primeiros jogadores a receber a alcunha de gol junto a seu sobrenome (era chamado de Batigol), o que se tornou comum depois dele. Ele teve muito sucesso no futebol italiano, principalmente com as camisas da Fiorentina e Roma, mas quando atuava em seu país já chamava, e muito, a atenção.

Batistuta escolheu já muito tarde no futebol, pois só aos 17 anos deixou o basquetebol para dedicar-se à modalidade onde fez carreira como goleador. A mudança foi feita inspirada pela Copa do Mundo de 1986, vencida pela Argentina. Ele debutou no Newell's Old Boys em 1988, com 19 anos, quando o técnico Marcelo Bielsa o integrou ao elenco principal para substituir Abel Balbo, recém-vendido ao River Plate, após o Ñuls ter conseguido faturar o Campeonato Argentino na temporada de 1987/88.

Em seu primeiro semestre no time de Rosário, Batistuta chegou à final da Taça Libertadores da América. O clube chegou a vencer por 1 a 0 o jogo de ida da decisão, em casa, contra o Nacional do Uruguai, mas o título ficou com o Bolso, que ganhou por 3 a 0 a partida de volta. Na liga argentina, a equipe terminaria a temporada de 1988/89 apenas em 12º lugar.

Comemorando o título argentino em 1988

O clube seguiu entre os postulantes para a vaga na Libertadores seguinte, por meio da Liguilla Pre-Libertadores. Porém, após a eliminação do Newell's, Batistuta, que vinha fazendo gols importantes no minitorneio (incluindo dois em um 5 a 3 sobre o arquirrival Rosario Central), foi contratado pelo River Plate (que curiosamente havia vendido o mesmo Abel Balbo), pelo qual disputou a final da competição. Chegou bem, marcando o único gol na decisão contra o San Lorenzo, que deu o título e a vaga no torneio continental aos Millonarios.

O início promissor, porém, não teve continuidade. O River chegou às semifinais da Libertadores de 1990 (caindo apenas nos pênaltis) e faturou o Campeonato Argentino de 1989/90, mas sem contribuição efetiva do jovem: ele não teria espaço com o técnico Daniel Passarella e acabou saindo da equipe ao fim da temporada. Trocaria o clube pelo arquirrival Boca Juniors.

Teve poucas chances pelo River Plate

A temporada 1990/91 marcaria a introdução do sistema Apertura e Clausura no futebol argentino, dividindo o Campeonato. No Apertura, o Boca não foi bem e terminou apenas em oitavo. Seria no Clausura que Batistuta enfim começaria a demonstrar sua melhor forma, marcando cinco vezes nos três primeiros jogos. Em grande e invicta campanha, com treze vitórias e seis empates, 32 gols (vinte dos quais marcados pela dupla Batistuta e Diego Latorre) a favor e apenas seis contra, o Boca faturou a segunda metade do campeonato.

Para Batistuta, nem um pênalti perdido contra o antigo clube o atrapalhou e naquela campanha ele conseguiu suas primeiras chances na Seleção Argentina. E contra o próprio arquirrival se recuperou, tornando-se parte da equipe que iniciaria um memorável período de domínio auriazul nos Superclásicos: os dois clubes se enfrentaram duas vezes na Taça Libertadores da América, naquele semestre, e Batigol marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 na La Bombonera, após o Boca ter conseguido vencer, por 4 a 3, também no Monumental. O Boca ainda passou pelos brasileiros Corinthians e Flamengo no mata-mata, mas o sonho do título continental parou nas semifinais, contra os eventuais campeões do Colo Colo.

No Boca virou ídolo e foi para a Seleção Argentina

A convocação de Batistuta para a Seleção acabaria atrapalhando, na verdade, o próprio Boca: o campeão argentino seria determinado em uma final reunindo o vencedor do Apertura (o Newell's) e o Clausura. Batistuta (sendo substituído pelo brasileiro Gaúcho, que veio do Flamengo) não pôde participar, pois os jogos seriam disputados no período da realização da Copa América de 1991. Após vitórias por 1 a 0 para cada lado, os xeneizes perderiam o título nos pênaltis, em plena La Bombonera. Ironicamente, determinou-se que a partir da temporada seguinte os times que vencessem o Apertura e o Clausura seriam considerados campeões conjuntamente.

Batistuta não ficaria para a próxima temporada e nunca mais atuaria no futebol argentino: após a Copa América, vencida pela Argentina com ele como artilheiro, foi transferido para a Itália, contratado pela Fiorentina. Sua passagem efêmera e sem títulos oficiais não o impediria de ser considerado, todavia, como um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors.

O artilheiro ficaria incríveis 12 anos atuando no calcio, tendo defendido, além da Fiorentina, a Roma e a Internazionale. Batistuta foi encerrar a carreira em 2005, jogando pelo Al-Arabi Doha, do Catar. Nesta época, suas lesões no joelho já não o deixavam ter o mesmo desempenho de antes e, assim, ele parou de jogar sem voltar ao futebol de sua terra natal.
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