sábado, 12 de janeiro de 2019

Mauro Silva no Guarani

Por Victor de Andrade


Um dos maiores volantes da história do Brasil, com um currículo de dar inveja. Campeão mundial em 1994 com a Seleção Brasileira, destaque no Bragantino que "abalou" o país no início dos anos 90, conquistando o Campeonato Paulista em 1990 e vice nacional no ano seguinte, e ídolo no Deportivo La Coruña, onde jogou por 13 anos. Este é Mauro Silva, que completa 51 anos neste 12 de janeiro. O que poucos lembram é que o jogador começou a sua carreira no Guarani de Campinas.

Nascido em São Bernardo do Campo, no dia 12 de janeiro de 1968, Mauro da Silva Gomes foi descoberto pelo Guarani e logo foi fazer parte das categorias de base do clube. Porém, no início, ele era chamado de Mauro Getulião, pois por causa da semelhança à grande cabeça do mineiro Getúlio, maldosamente identificado com GG da cara grande nos tempos de lateral-direito do São Paulo.

Depois, diminuíram o apelido e ele passou a ser chamado de Tulião. Aos poucos, foi sendo chamado pelo seu nome de batismo, pelo qual ficou conhecido no mundo do futebol: Mauro Silva. Este foi um pedido do treinador do juniores do clube, o grande Pupo Gimenez. Foi nesta época, também, em que passou a fazer parte do elenco profissional do Bugre, mais precisamente no ano de 1986, mas pouco jogava.

O Guarani, naquela época, tinha um belo time. Nomes como Ricardo Rocha, Marco Antônio Boiadeiro, Neto, Evair e João Paulo, todos com passagem pela seleção como atletas do clube, faziam parte do time titular daquele momento. Até o atual treinador da Seleção Brasileira, Tite, passou pelo clube. Com isto, Mauro Silva tinha poucas chances de jogar.

Cena rara: Mauro Silva, o terceiro em pé, no time do Guarani
Em pé: Sérgio Nery, Fernando Nariz, Mauro Silva, Gil Baiano, Wilson Gottardo e Almir
Agachados: João Paulo Uberaba, Manguinha, Neto, Paulo Sérgio e Wanderley (foto: Artur Eugênio)

Além do elenco qualificado que o Guarani tinha, Mauro Silva passou a ter vários problemas com lesões e foi justamente na época em que o Bugre vendia as suas principais estrelas. No momento onde o volante poderia enfim receber a sua chance na equipe principal, ele estava no departamento médico. Com isto, ele foi tendo cada vez menos oportunidades para atuar e ainda ficou com a fama de "jogador bichado".

Querendo reforçar o seu elenco que já havia sido semifinalista do Paulista e campeão Brasileiro da Série B em 1989, o Bragantino começou a tentar contratar alguns atletas do Guarani que não eram muito utilizados. E assim, por uma bagatela de Cr$ 100 mil (valor muito baixo para a época), Mauro Silva foi parar no Massa Bruta. Vale lembrar que o lateral-direito Gil Baiano foi para o time de Bragança Paulista na mesma leva.

No Bragantino, Mauro Silva deslanchou e o resto da história todo mundo conhece. O ex-volante ainda continua trabalhando com o esporte. Já esteve na Comissão Técnica da Seleção Brasileira, com Dunga, com quem fez dupla de volantes na Copa de 1994, e atualmente é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol.
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