terça-feira, 18 de dezembro de 2018

O Palmeiras bicampeão Brasileiro em 1994

Com informações do site oficial do Palmeiras
Foto: arquivo Palmeiras

Um time que marcou história no Palmeiras

O Palmeiras na década de 90 foi um clube que conquistou quase tudo o que é possível no futebol. Graças à parceria com a empresa de laticínios Parmalat, o Verdão passou a montar verdadeiras seleções a partir de 1993 e sempre estava brigando pelos títulos. Foi assim em 1994, quando a equipe conquistou o bicampeonato Paulista, no primeiro semestre, e o bi do Brasileirão, sacramentando o título no dia 18 de dezembro daquele ano, com um empate contra o Corinthians no Pacaembu (já apresentando problema estruturais, o Morumbi, palco comum das finais naquela época, teve sua capacidade muito reduzida).

O time de 1994 do Palmeiras igualou o feito da Segunda Academia, já que conquistava o país pela segunda vez consecutiva (o feito anterior foi em 1972/1973), mas agora o gosto era ainda mais especial – o finalista derrotado foi o Corinthians. Após o tabu de mais de uma década sem títulos ser superado um ano antes, o Verdão chegou ao Brasileirão de 1994 com o status de bicampeão paulista e atual vencedor nacional.

Mantendo a base de 1993, porém ainda mais reforçado com a chegada de Rivaldo, o Palmeiras iniciou o torneio de maneira arrasadora – foram 9 vitórias e 1 empate nos 10 primeiros jogos, classificando-se tranquilamente para a etapa seguinte. Na segunda fase, foi alocado no grupo B, ao lado de Bahia, Botafogo, Flamengo, Paraná, Santos, São Paulo e Sport. Com apenas uma derrota, conquistou a primeira colocação e confirmou presença nas quartas de final.

Graças a duas vitórias pelo placar de 2 a 1, o Alviverde passou sem maiores dificuldades pelo Bahia – Roberto Carlos e Maurílio marcaram no jogo de ida e César Sampaio e Evair sacramentaram a classificação na volta. Nas semifinais, a vítima foi o Guarani, que, com gols de Cléber, Zinho e Evair, saiu de São Paulo derrotado por 3 a 1. Já em Campinas, Rivaldo foi o nome da partida, marcando os dois tentos que garantiram a vaga na final.

Aqui vale um adendo: o Guarani foi o time que liderou praticamente toda as fases da competição, com um time jovem e extremamente forte, com nomes como Djalminha, Amoroso e Luizão. Porém, por causa de um regulamento estranho, esta semifinal colocou frente a frente as duas melhores campanhas de todo o campeonato. Além disso, o Bugre chega sem dois dos seus principais jogadores: Djalminha foi negociado com o futebol japonês no meio do torneio e Amoroso teve uma séria lesão nas quartas, que o atrapalhou, inclusive, na temporada seguinte.

Na finalíssima, o Verdão iria encarar o Corinthians, justamente o último clube de Rivaldo.O habilidoso canhoto não se firmou no rival e caiu cirurgicamente no meio-campo de Vanderlei Luxemburgo. Pior para o adversário – ele foi fundamental nas finais, marcando em ambos os jogos. No primeiro confronto, abriu o marcador em uma arrancada sensacional e ampliou após desarmar o lateral Branco. Edmundo ainda marcou o terceiro após belo passe de Evair, e Marques descontou, porém nada que colocasse o título em risco. O mesmo Marques ainda tentou estragar a festa dos bicampeões no segundo jogo, abrindo o placar, mas Rivaldo apareceu novamente para finalizar bela jogada de Edmundo.

Campanha:
Jogos: 31 (20 vitórias, 6 empates e 5 derrotas)
Gols marcados: 58
Gols sofridos: 30
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