terça-feira, 11 de dezembro de 2018

35 anos do Mundial do Grêmio

Com informações do site oficial do Grêmio
Fotos: arquivo Grêmio

O time que conquistou o mundo em 1983

Foi no distante 11 de dezembro de 1983, em Tóquio, no Japão. Naquela data, no País do Sol Nascente, o Grêmio, comandado por Valdir Espinosa, enfrentava o Hamburgo, da Alemanha. A equipe, comandada por Felix Magath, havia conquistado a Copa dos Campeões da Europa com uma vitória de 1 a 0 sobre a poderosa Juventus, de Michel Platini, e desembarcava no Japão como favorita. Em sua chegada, o técnico austríaco, Ernst Happel, declarou desconhecer o Tricolor e se recusou a participar de uma entrevista coletiva ao lado de Valdir Espinosa.

Desde a conquista da Libertadores, no dia 28 de julho, até a final do Mundial, no dia 11 de dezembro, o Grêmio teve exatos 136 dias para se preparar. Neste período, colocou um time alternativo para disputar o Gauchão e levou os titulares para Gramado, onde permaneceram concentrados até a véspera do embarque para o Japão.

O relógio marcava meia-noite de sábado para domingo no Brasil quando a bola começou a rolar no estádio Nacional de Tóquio. O Rio Grande do Sul não dormia e a torcida gremista acompanhava, do outro lado do mundo, aquele jogo que entraria para a história do Clube.

Dentro de campo, o time tentava controlar o nervosismo. Aos 38 minutos, no contra-ataque, Renato recebeu na direita, entortou o marcador e chutou sem ângulo para vencer o goleiro Stein. Grêmio 1 a 0. O futebol de criatividade passou a levar a melhor sobre o futebol burocrático do time alemão. Nas arquibancadas, o torcedor japonês passou a torcer pelo Grêmio.

O capitão De León levantando a taça

O segundo tempo passou sem maiores incidência e, quando tudo indicava que o Tricolor levaria a vitória, o Hamburgo conseguiu um empate com Schröder, aos 40 minutos. A decisão foi para a prorrogação.

Logo aos 3 minutos do tempo adicional, mesmo sentindo dores musculares, Renato recebeu cruzamento da esquerda, cortou o marcador e chutou de canhota para, mais uma vez, vencer o goleiro Stein. Grêmio 2 a 1.

A partir daí, praticamente não houve mais jogo. O Tricolor fechou-se atrás, explorando os contra-ataques, e garantiu a tão sonhada vitória. No apito final do árbitro, o Brasil explodiu em festa e a madrugada de sábado para domingo jamais será esquecida por quem vivenciou aquele momento.
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