São Paulo campeão da Supercopa da Libertadores de 1993

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Em pé: Zetti, Ronaldão, Cafu, Dinho e Toninho Cerezo.
Agachados: Müller, Doriva, Palhinha, Válber, André Luiz e Leonardo (foto: Revista Placar)

1993 foi um ano verdadeiramente especial para a torcida são-paulina. O time já havia conquistado o mundo em 1992, derrotando o Barcelona em um jogo inesquecível, e não somente repetiria o feito no ano seguinte, como ainda ampliaria o número de conquistas.

Se em 1992, o Tricolor foi campeão paulista, da Libertadores e do Mundo, em 1993 o São Paulo novamente venceu o torneio mundial e o sul-americano, além da Recopa e da Supercopa. Ou seja, conquistou a Tríplice Coroa da América do Sul - Além disso, esses quatro títulos internacionais em uma única temporada são um recorde jamais alcançado por outro clube brasileiro. A Supercopa, torneio que reunia apenas os campeões da Libertadores, foi conquistada em 24 de novembro daquele ano, em uma final épica contra o Flamengo.

A jornada para o triunfo da Supercopa João Havelange (nome oficial da chamada Supercopa Sul-Americana ou Supercopa da Libertadores da América) começou com dois jogos contra o Independiente, da Argentina - tradicional rival sul-americano, que bateu o Tricolor na final da Libertadores de 1974 -, e os são-paulinos se saíram melhor com uma vitória por 2 a 0 no Morumbi (gol de Valdeir e contra de Éber Moas) e um empate em 1 a 1 fora de casa (novamente Valdeir marcou).

Cafu, pela direita, passando por dois jogadores do Flamengo

Nas oitavas de final, um adversário nacional, mas igualmente "copeiro": o Grêmio, que foi eliminado após empate no Pacaembu (2 a 2, gols de Cafu e Dinho) e vitória do Tricolor no Beira-Rio - sim, isso mesmo -, por 1 a 0 (gol de Cerezo). A fase semifinal foi disputada contra o Atlético Nacional, da Colômbia, e acabou nos pênaltis (5 a 4, Dinho, Leonardo, Cafu, Müller e Gilmar acertaram, Válber errou), depois de vitória no Pacaembu, por 1 a 0 (Müller), e derrota no Atanásio Girardot por 2 a 1 (Palhinha). 

A decisão do torneio se deu contra outro velho conhecido: o Flamengo, equipe que o Tricolor eliminou nas quartas de final da Copa Libertadores da América do mesmo ano. Foram dois jogos memoráveis que acabaram em 2 a 2, lá e cá. Na primeira partida, no Maracanã, o São Paulo saiu na frente com Leonardo, após boa jogada de André Luiz, e o time local virou o jogo com dois belos gols de Marquinhos. Perto do fim, Juninho, triangulando com Cafu, empatou para os são-paulinos.

A final da Supercopa, pela Rede Bandeirantes

No dia 24 de novembro de 1993, no jogo da volta, foi a vez do Flamengo sair na frente do marcador, com Renato Gaúcho (de cabeça), e o do São Paulo virar o placar, novamente com Leonardo e Juninho, endiabrados. Porém, Marquinhos, mais uma vez deixou o dele e empatou o jogo.

Emoção pouca é bobagem (essas linhas não resumem a enormidade de chances perdidas por ambas as equipes no decorrer do confronto). O título, assim, foi decidido nos pênaltis: os tricolores começaram chutando e Dinho marcou o primeiro. Rogério, do Flamengo, empatou. Leonardo pôs o São Paulo à frente, pois Marcelinho Carioca desperdiçou a cobrança dele, na trave. Cafu marcou o terceiro e Marquinhos descontou: 3 a 2. André Luiz e Gelson anotaram os deles, ficando 4 a 3. A cobrança decisiva coube a Müller, que bateu rasteiro, com categoria e sem chances para o goleiro Gilmar: 5 a 3 para o Tricolor!

Festa para os mais de 65 mil são-paulinos presentes no Morumbi! E a alegria não acabaria ali. Duas semanas depois, o São Paulo já se encontrava no Japão para o, então, novo "jogo mais importante da história", contra o Milan, pelo Mundial de Clubes.
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