quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Até quando vamos esperar por uma grande 'faxina' na Conmebol?

Por Lula Terras
Foto: divulgação Conmebol

O adiamento da final da Libertadores só fez fechar a competição que teve inúmeras confusões

Até o momento não está nada definido sobre a final da Copa Libertadores da América, entre River Plate e Boca Júnior, de onde sairá o representante do nosso continente no Campeonato Mundial de Futebol, a ser realizado, a partir de 12 de dezembro, nos Emirados Árabes. Por hora o que se sabe é a intenção da Conmebol de realizar a partida fora da Argentina, e três locais estão sendo apontados como a possível sede: Assunção, no Paraguai, talvez pelo fato do presidente da Conmebol ser o paraguaio Alejandro Dominguez; Miami, nos Estados Unidos, ou até mesmo no Catar, que sediará a Copa do Mundo de 2022. Existe também a hipótese, do Conselho Disciplinar da Conmebol desclassificar o River e dar o título ao Boca Juniors. 

Esta não parece ser a situação que mais agrade os dirigentes da entidade sul-americana, uma vez que, nesta edição, nenhum clube foi mais beneficiado do que as equipes argentinas, em especial os protagonistas da final, River e Boca, que chegaram a disputar sete partidas na primeira fase, com atletas irregulares, sem serem punidos pela Conmebol, que assumiu o erro, mas, justificou a não punição pelo fato das denúncias terem acontecidos fora do prazo previsto no Regulamento, de 24 horas após a realização da partida, ou seja, o tipo de situação propícia para quem gosta de atuar no tapetão, e nisso os argentinos são muito bons. 

De tudo de errado que aconteceu neste ano, para mim, nada superou a cena patética do presidente da Fifa, Gianne Infantino, saindo do estádio Monumental de Nuñes, com a cara de poucos amigos. Também pudera, na qualidade de convidado especial para acompanhar a partida e ser obrigado a ver a selvageria dos torcedores do River, que atacaram com paus e pedras, o ônibus que levava o time do Boca para o estádio. 

O grande derrotado nesta bagunça toda, na minha opinião foi o presidente da Conmebol que, certamente insistiu pela presença de Infantino, com a esperança de trazer para a América do Sul, a Copa do Mundo de 2030, o que convenhamos se já estava difícil, hoje é praticamente impossível de acontecer. Espero ainda mais, que Infantino que tem se mostrado um verdadeiro paladino pela moralidade no futebol, que tome a iniciativa de promover uma grande investigação na entidade sul-americana e se irregularidades forem encontrada, que se faça outra grande limpeza, em prol do futebol.
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