quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A maior final da história da Libertadores

Por Lucas Paes


Com a confirmação da classificação do Boca Juniors a decisão da Libertadores, somada ao milagre protagonizado pelo River Plate ontem em Porto Alegre, teremos um momento épico na definição da competição continental sul-americana: O Superclássico Argentino definirá o campeão da América. É, sem sombra de dúvidas, a maior final da história da Libertadores da América e uma das maiores finais continentais da história do futebol mundial. 

O clássico de Buenos Aires é uma versão sul-americana de um Real Madrid e Barcelona. O gigante Xeneizie é para muitos o maior clube da América do Sul. Tal afirmação pode ser baseada no imenso cartel de títulos que decoram a sala de troféus de La Bombonera, do peso monumental (ou bomboneral) da camisa azul e amarela do Boca, que já fez gigantes do quilate de Real Madrid ficarem aos seus pés e de sua imensa e fanática torcida. O River Plate é outro gigante sul-americano, com outra galeria decorada de taças, uma camisa tão imensa quanto a do rival e uma lista de adversários enormes que sucumbiu diante de seu gigantismo. 

O duelo entre estes dois titãs do futebol mundial concorre diretamente com Grêmio x Inter, Palmeiras x Corinthians e Peñarol x Nacional pelo duelo de maior clássico das Américas. Nenhum destes, porém, decidiu a máxima glória do futebol sul-americano até aqui. Corinthians e Palmeiras fizeram sim dois duelos imensos que pararam o Brasil em 1999 e 2000, mas nunca decidiram “La Copa”, Boca e River decidirão este ano, numa conclusão que limpa um pouco o arsenal de erros cometidos pela sempre incompetente Conmebol. 

No que se refere ao futebol dentro de campo, é um jogo que será disputadíssimo. O River Plate é, talvez já há alguns anos, o time mais organizado taticamente destas bandas, com um trabalho lendário de Marcelo Gallardo, ainda mais gigante na história millonaria. Hoje inclusive, não é de se duvidar que o clube de Nunhez faria frente ao Real Madrid numa possível disputa mundial, principalmente devido ao frágil momento do clube merengue, que parece ter perdido o norte desde a saída de Cristiano Ronaldo e Zidane. Porém, o Boca jamais é força que pode ser descartada e joga um futebol interessante, ainda que não tão encantador quanto o refinado toque de bola de seu arquirrival. 

A final entre os times argentinos, neste aspecto, premia o país que tem, ainda que sob a tutela de uma federação extremamente corrupta, o curso de treinadores mais avançados da América do Sul, com chancela da UEFA e referência mundial. Treinadores da pátria albiceleste tem constantemente servido a gigantes europeus, alguns deles formados por estas bandas. Não há dúvidas que Gallardo possa se tornar um destes. Assim como Schelloto, diga-se de passagem, ídolo xeneizie e atual dono da casamata da equipe de La Bombonera. 

Nas próximas duas semanas, a América do Sul parará para ver seu maior clássico decidindo a taça continental. O continente virará seus olhos para Buenos Aires, cidade que respirará mais ainda o esporte bretão, em semanas onde a ansiedade habitará cada coração, cérebro e pensamento de torcedores de River Plate e Boca Juniors. A nós, meros espectadores, neutros nesta batalha de gigantes, só resta ver a história ser escrita, marcada para sempre nas nossas memórias futeboleiras.
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