segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Os gols de Romário nas Olimpíadas de Seul 1988

Por Victor de Andrade

Romário no meio dos Soviéticos: artilheiro do torneio olímpico, com sete gols, e medalha de prata

Está completando neste 1º de outubro de 2018, 30 anos da conquista da Medalha de Prata do futebol brasileiro masculino nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. No Estádio Olímpico da capital da Coreia do Sul, o Brasil perdia a final, na prorrogação, para a União Soviética, sendo a segunda dos três vice-campeonatos do time verde-amarelo (no feminino teve mais duas).

Apesar de não ter ficado com o tão sonhado ouro, esta seleção é, provavelmente, a que mais encantou o torcedor brasileiro em Olimpíadas, até o título de 2016. O time tinha nomes como Bebeto, Taffarel, Jorginho, André Cruz, Neto, Mazinho, Ricardo Gomes, João Paulo e outros, dirigidos por Carlos Alberto Silva. Mas um jogador começaria a fazer sua bela história com a "amarelinha": Romário.

O "Baixinho" foi o grande artilheiro do torneio, com sete gols. Aliás, Romário já começou bem logo na estreia do Brasil, no Grupo D da competição, marcando dois tentos, aos 29' e 39' do segundo tempo, na goleada sobre a Nigéria, por 4 a 0. No segundo jogo, Romário foi mais letal: fez os três da Seleção Brasileira sobre a Austrália.

No terceiro jogo da primeira fase, o Brasil ganhou da Iugoslávia por 2 a 1, mas Romário passou em branco, com André Cruz e Bebeto marcando os gols do time canarinho. Nas quartas de final, o "Baixinho" não marcou e o Brasil venceu a Argentina por 1 a 0, com gol do meia Geovane.

Nas semifinais, a estrela de Romário apareceu novamente. O Brasil perdia para a Alemanha Ocidental, por 1 a 0, quando aos 29', ele empatou o jogo. A Seleção Brasileira conquistou sua vaga na final na decisão por pênaltis, onde brilhou Taffarel. Porém, o "Baixinho", que não era muito fã de pênalti na época, foi para a cobrança e fez o dele.

Na final, o Brasil começou bem o jogo e fez 1 a 0 logo aos 29 minutos. Gol de quem? É claro, Romário! Porém, a União Soviética empatou o jogo, de pênalti, no tempo normal e virou na prorrogação. A Medalha de Prata teve um gosto amargo, é claro, mas aquela geração e Romário já mostravam ao mundo o que poderiam fazer.
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