quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Nuno Leal Maia - Um ator querendo ser treinador

Por Lucas Paes

Nuno Leal Maia: das telas e palcos para a beira do campo

Nuno Leal Maia é um dos mais famosos atores brasileiros. Conhecido por seus papéis em filmes e em novelas, o santista (de nascimento e de time) está completando 71 anos neste 17 de outubro de 2018. Além da carreira nas telas, tentou ser jogador e chegou a passar pelo juvenil do Santos. Mas outra ocupação que teve foi a de treinador de futebol, passando por clubes relativamente conhecidos na casamata. 

A empreitada de Nuno no banco de reservas começa em 1993, quando passou a ter a prancheta como ocupação paralela as câmeras, auxiliado pelo também ator Romeu Evaristo. Passou por quatro clubes na função, sendo eles São Cristóvão, Londrina, Matsubara e Botafogo da Paraíba. Chegou inclusive perto de conquistar títulos, já que deixou o Botafogo paraibano na reta final do campeonato de 1994, quando o time lutava pelo título, que ficou com o Sousa.

Apresentação no São Cristóvão, em 1993 (TV Globo)

Começou no São Cristóvão, em 1993. Mas ganhou destaque em seu segundo clube. Foi responsável por ótima campanha no Campeonato Paraibano de 1994, pelo Botafogo da Paraíba. Na reta final da competição, abandonou o clube em um jogo ainda em campo, após discussão com um diretor da equipe que queria que Nuno escalasse um jogador que tinha ido para a balada e faltado ao treino. Ele se recusou e deixou o clube. Curiosamente, o Bota acabou perdendo o título. 

No ano seguinte, trabalhou no Londrina. Com o Tubarão, fez uma campanha digna, terminando o estadual na oitava colocação. Perdeu apenas um jogo naquele campeonato e conseguiu empates com Paraná e Atlético Paranaense, pontos altos da campanha, segundo ele disse em entrevista ao UOL. O Tricolor, aliás, acabou campeão em 1995. Acabou deixando o clube após um racha entre o patrocinador e a diretoria.

Reportagem sobre a passagem dele no Londrina

No ano seguinte, disputou o Brasileirão da Série C pelo Matsubara. Na fase final da competição, segundo ele, o dono do clube passou a vender resultados para os adversários. Apesar disso, o time foi para cima do Corinthians de Presidente Prudente, em um jogo onde Nuno foi cobrado pelo treinador adversário por um resultado que não havia combinado. Após deixar a equipe paranaense, saiu do futebol, dizendo que este era um meio muito corrupto e decepcionado com algumas situações. 

Porém, uma das falas de Nuno Leal Maia sobre sua carreira como treinador bate com a filosofia de alguns treinamentos atuais usados no esporte bretão, já que ele dizia que repetia o exercício e o fundamento até que este fosse assimilado pelos atletas. Para se ter ideia, Pep Guardiola é bastante adepto da repetição para entendimento dos conceitos, algo que pode ser constatado no livro “Guardiola Confidencial”. Quem sabe se não tivesse continuado, ele não se tornaria um grande treinador?
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